Em resumo
- São Paulo permanece há oito jogos sem vencer no Brasileirão, com bolas paradas como problema recorrente que custou três gols em apenas três jogos.
- Calleri reclama de erros repetitivos e pede reação imediata: 'Precisamos de uma reação já, agora contra o Coritiba'.
- Desde 25 de abril, o time disputou 13 jogos com apenas uma vitória: São Paulo não consegue a consistência necessária para sair da crise.
- Dorival Júnior reconhece gravidade da situação e afirma que 'algo tem que mudar' para a equipe voltar a pontuar regularmente.
O São Paulo vive um pesadelo que se repete com frequência alarmante: as bolas paradas. Na derrota por 2 a 1 para o Grêmio no último sábado, em Porto Alegre, mais uma vez o time sofreu na situação de set-play defensivo. Wallace aproveitou cobrança de escanteio para empatar a partida, enquanto Pavón completou a virada cobrando falta, com falha evidente da barreira que se abriu no momento decisivo. O São Paulo saiu na frente no marcador, mas viu o placar virar justamente em uma das situações onde o trabalho deveria ser mais efetivo. Era a iteração mais recente de um problema que consome o time há semanas.
A sequência crítica de erros em bolas paradas
O problema não é novo e não surgiu apenas contra o Grêmio. Antes do revés em Porto Alegre, o time tricolor já havia sofrido um gol de escanteio no empate com o Flamengo, quando Leo Pereira marcou para os cariocas. E antes disso, contra o Athletico, a equipe paranaense aproveitou uma falha clara na área para Leozinho bater firme e virar o confronto. Em apenas três jogos, três gols sofridos em situações que deveriam ser controladas e que exigem preparação específica. O padrão se repete com insistência perturbadora, transformando uma defesa que deveria ser sólida em uma fragilidade crônica que deixa expostos os flancos defensivos.
Esses momentos críticos ganham ainda mais peso quando considerados no contexto da sequência maior que envolve o São Paulo neste momento da temporada. Oito jogos acumulam-se sem uma vitória no Brasileirão. Oito oportunidades perdidas de somar pontos em um campeonato que exige consistência e que não oferece espaço para períodos de crises prolongadas. O time não vence desde o dia 25 de abril, quando bateu o Mirassol por 1 a 0, ainda sob o comando de Roger Machado, bem antes da chegada de Dorival Júnior.
Calleri desabafa sobre os erros repetitivos
A frustração com a repetição e a demanda por mudanças
Ao sair de campo após a derrota em Porto Alegre, o capitão Jonathan Calleri não escondeu a frustração com o cenário que se apresentava mais uma vez. “Outra vez os erros se repetem e vamos pra casa com zero pontos. Outra vez tomamos gol de bola parada. Em três jogos, três gols,” reclamou o atacante em tom desabafador. A repetição do padrão parecia tocar especialmente a questão do capitão, que via a equipe voltar ao vestiário sem resultado positivo pela oitava vez consecutiva no Brasileirão.
Calleri enfatizou ainda que a situação deixava todos no elenco envergonhados e que o tempo urgia. “Trabalhamos demais a bola parada, tem um cara especialista que é o Pedro. O que mais me deixa puto é que vamos embora daqui sem nada. São oito jogos sem ganhar e o Brasileirão não espera. Precisamos de uma reação já, agora contra o Coritiba,” disse o camisa 9. A menção ao especialista em bolas paradas deixa clara a preocupação de que não é por falta de dedicação ou preparação específica que os problemas continuam ocorrendo, mas sim por deficiências na execução prática.
A demanda por ação imediata e mudança de rumo
Além de apontar os problemas, Calleri pediu ação rápida e decisiva para reverter o quadro. A demanda não era por paciência ou ajustes graduais. Era por mudança real e imediata. “É calar a boca e trabalhar. É fato que algo tem que mudar,” sintetizou o capitão. O tom de Calleri deixava claro que o elenco estava consciente de que o campeonato continua indiferente aos problemas internos do Tricolor, e que cada jogo sem vitória afasta um pouco mais as chances de manter-se competitivo na luta pelos lugares nobres da tabela.

Uma sequência preocupante no Brasileirão
Os números que revelam a dimensão da crise
De 25 de abril até agora, o São Paulo disputou 13 jogos na busca por consistência e solidez. O resultado é amargo: apenas uma vitória. A exceção ficou por conta do Boston River, pela Copa Sul-Americana, um oásis em meio ao deserto sem triunfos no Brasileirão. Além da derrota para o Grêmio, o time viu reveses diante de Corinthians, Juventude, Fluminense, Remo e Athletico. Não é apenas um mau desempenho passageiro; é um padrão que persiste ao longo de semanas.
- Derrotas no Brasileirão: Corinthians, Juventude, Fluminense, Remo, Athletico e Grêmio
- Empates no Brasileirão: Millonarios (duas vezes), O’Higgins, Bahia, Botafogo e Flamengo
- Última vitória no Brasileirão: 25 de abril contra Mirassol, 1 a 0, sob Roger Machado
- Vitória única em outras competições: Boston River, Copa Sul-Americana
O reflexo nos números e na moral do grupo
Os empates com adversários como Millonarios em duas ocasiões, O’Higgins, Bahia, Botafogo e Flamengo mostram um time que consegue, em algumas ocasiões, não perder, mas que não consegue vencer com frequência regular. É um padrão de inefetividade ofensiva que se soma aos problemas defensivos em situações específicas. A combinação de não conseguir vitórias com regularidade, de sofrer gols evitáveis em bolas paradas, e de ver-se em posição cada vez mais preocupante na tabela cria uma tempestade perfeita de incompetência para uma equipe que deveria estar lutando por posições nobres.
O diagnóstico de Dorival Júnior
O técnico Dorival Júnior também reconheceu a gravidade da situação, buscando ser honesto sem abandonar completamente o otimismo. “Situação difícil. Obviamente que todos estão envergonhados pela derrota, chato ter que falar o mesmo dos últimos jogos,” afirmou em coletiva após o jogo. Ele admitiu que o time teve uma boa apresentação em posse de bola e conseguiu criar situações de perigo, mas o segundo tempo virou a partida de forma irremediável.
“Parece que jogamos bem, temos posse e terminamos perdendo. Não fizemos um bom primeiro tempo, tivemos a vantagem, mas no segundo tempo tomamos dois gols de bola parada e fica uma sensação horrível,” continuou Dorival, resumindo perfeitamente a frustração do momento. O técnico pediu paciência e trabalho dedicado: “É calar a boca e trabalhar. É fato que algo tem que mudar, porque não estamos dando conta de pontuar no Brasileirão e o campeonato é traiçoeiro.” A mensagem era clara: soluções práticas, não discursos vazios.
O caminho à frente e os próximos desafios
Copa Sul-Americana contra Bolívar
O São Paulo retorna a campo nesta terça-feira com um desafio que oferece tanto esperança quanto dificuldade adicional para um elenco já abalado. A visita ao Bolívar na altitude de La Paz, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, não será simples. Jogar em altitude contra um adversário aclimatado exige todo o preparo mental e físico de um time já desgastado pelos resultados ruins. A hora de início marcada para 21h30 deixa claro o desafio adicional que será o duelo na capital boliviana.
Coritiba no Morumbis e a verdadeira chance de reação
Mas é no sábado seguinte, no Morumbis, contra o Coritiba, que o São Paulo tem a real chance de quebrar o ciclo viciado de resultados negativos no Brasileirão. Jogar em casa, diante da torcida, é exatamente o que um time precisava neste momento crítico. Calleri pediu reação justamente contra o Coritiba, sugerindo que os tricolores têm consciência de que precisam começar a somar vitórias já nesse confronto. Cada empate que agora for convertido em vitória, cada jogo que agora render resultado positivo, pode ser o divisor de águas para uma campanha que começou a descarrilar desde a última semana de abril.
Perguntas frequentes
Há quantos jogos o São Paulo não vence no Brasileirão?
Oito jogos, desde a derrota por 2 a 1 para o Grêmio em Porto Alegre, com ambos os gols sofridos em bolas paradas.
Qual foi a última vitória do time no Brasileirão?
Em 25 de abril contra o Mirassol, por 1 a 0, ainda sob o comando de Roger Machado, antes da chegada de Dorival Júnior.
Quantos gols o São Paulo sofreu em bolas paradas nos últimos três jogos?
Três gols em três jogos: escanteio contra Flamengo (Leo Pereira), escanteio contra Athletico (Leozinho) e falta contra Grêmio (Pavón).