Em resumo
- Rafinha foi registrado na súmula reclamando sobre puxão em Luciano que não foi marcado pela arbitragem de vídeo.
- Dorival Júnior criticou duramente o árbitro de vídeo Heber Roberto Lopes em coletiva, questionando a efetividade do sistema VAR.
- O São Paulo completa oitava partida consecutiva sem vitória no Brasileirão e enfrenta Bolívar nesta terça-feira na Copa Sul-Americana.
Grêmio vira sobre o São Paulo na 22ª rodada do Brasileirão
A 22ª rodada do Campeonato Brasileiro reservou um resultado amargo para o São Paulo neste sábado, em Porto Alegre. Na Arena do Grêmio, o tricolor paulista saiu na frente, mas permitiu a virada dos donos da casa, que conquistaram uma vitória por 2 a 1. O resultado adquire contornos ainda mais preocupantes quando inserido no contexto atual do clube: oito partidas consecutivas sem uma vitória no Brasileirão. Além do impacto no desempenho geral, a partida deixou marcas que extrapolaram o campo de jogo. As decisões arbitrais, particularmente um lance específico ocorrido no final do segundo tempo, geraram protestos que foram registrados na súmula do árbitro André Luiz Policarpo Bento e ecoaram nas falas de Rafinha e Dorival Júnior após o apito final.
O lance polêmico envolvendo Luciano no final do segundo tempo
Próximo ao encerramento da segunda etapa, um episódio envolvendo o atacante Luciano do São Paulo virou o ponto central das reclamações posteriores. De acordo com a interpretação de Rafinha e Dorival Júnior, o jogador sofreu um puxão que não foi sancionado pela arbitragem. A intensidade dos protestos subsequentes deixa clara a convicção da comissão técnica e executiva de que se tratava de uma infração evidente — potencialmente decisiva — que deveria ter sido avaliada pelo árbitro de vídeo.
Timing crítico amplia a repercussão
O momento em que o lance ocorreu amplia sua relevância. Em se tratando de uma partida onde o São Paulo abriu o placar mas sofreu virada, qualquer ação que pudesse ter alterado o desfecho ganha enorme importância no pós-jogo. Um lance faltoso não marcado nos minutos finais é visto não apenas como um erro isolado, mas como um ponto de inflexão que poderia ter mudado a trajetória do jogo. Neste cenário, a documentação do protesto torna-se inevitável.

Rafinha reclama com árbitro André Luiz Policarpo Bento e reclamação fica na súmula
O árbitro André Luiz Policarpo Bento documentou oficialmente uma reclamação do executivo de futebol Rafinha. Conforme a súmula do jogo, após o apito final, o dirigente são-paulino abordou o árbitro no túnel que dá acesso aos vestiários. O objetivo era expressar insatisfação com as decisões arbitrais, particularmente sobre o puxão em Luciano que, na visão de Rafinha, não deveria ter passado despercebido. O diálogo não transcorreu tranquilamente: a conversa terminou com manifestações agressivas e xingamentos, todos registrados no documento oficial.
O que exatamente Rafinha disse ao árbitro
A súmula preserva a transcrição literal da fala de Rafinha. O executivo disse: “Pô, André. Você fez um grande jogo, deveria ter ido no VAR analisar o lance do Luciano. Tomar no c…, ca… Sou eu mesmo que estou falando, essa porra de VAR”. A declaração revela frustração dirigida não apenas ao árbitro de campo, mas principalmente ao trabalho realizado pelo árbitro de vídeo. Rafinha questionava por que o responsável por analisar lances em vídeo não tinha intervindo.
Registro na súmula e possíveis desdobramentos
O fato de a reclamação estar oficialmente documentada coloca o assunto no radar da confederação para eventual análise disciplinar. Xingamentos dirigidos a árbitros durante e após partidas podem resultar em processos administrativos contra o clube ou indivíduo. A intenção imediata de Rafinha, porém, era deixar manifesto o descontentamento com a condução arbitral, garantindo que o protesto ficasse registrado formalmente para eventual revisão posterior.
Dorival Júnior critica a arbitragem de vídeo na coletiva
Se Rafinha expressou sua reclamação no espaço mais privado do túnel, foi Dorival Júnior quem formalizou a crítica em contexto público e oficial. Durante a entrevista coletiva realizada na Arena do Grêmio, o técnico foi claro e específico, inclusive mencionando nominalmente o árbitro de vídeo Heber Roberto Lopes. As palavras de Dorival não deixaram margem para ambiguidade: “É impossível que quem estava no VAR, o Heber Roberto Lopes, não tenha visto um puxão que existiu em cima do Luciano. É um absurdo aquilo não ter sido pontuado pelo árbitro de vídeo. É inaceitável aquele tipo de situação”.
O sistema VAR sob questionamento
A crítica de Dorival transcendia a marcação ou falta de marcação de um lance isolado. O técnico questionava a própria efetividade do sistema VAR em seu objetivo fundamental: corrigir erros claros. Para Dorival, era incompreensível que um árbitro de vídeo — equipado com múltiplas câmeras, ângulos variados e ambiente confortável — pudesse deixar passar o que ele considerava uma infração óbvia. O técnico expandiu seu argumento: “O puxão que existiu e que não foi pontuado pelo árbitro de vídeo, isso daí nos preocupa, porque este tipo de atitude é inaceitável para quem está com tudo ali, tranquilo, no ar-condicionado, vendo o que está acontecendo e só tem a obrigação de pontuar aquilo.”
Preocupação com padrão recorrente
Ao enfatizar a palavra “preocupa”, Dorival sinalizava que não se tratava apenas de frustração com um lance pontual. A preocupação era sistêmica. Em uma sequência já delicada de resultados — oito jogos sem vitória — decisões arbitrais questionáveis criam uma dimensão de fatores externos que escapam do controle da comissão técnica. Enquanto Dorival e seus jogadores podem ajustar táticas, posicionamento e mentalidade, não há como intervir sobre lances que a arbitragem, em sua visão, incorretamente não marca como falta.
Sequência de oito jogos sem vitória intensifica pressão sobre o São Paulo
A derrota de virada para o Grêmio representa a oitava partida consecutiva do São Paulo sem conseguir uma vitória no Campeonato Brasileiro. Trata-se de um indicador que concentra atenção total de torcedores, mídia especializada e membros da comissão técnica. Uma sequência de oito partidas sem ganhar é um patamar que, em competições de alto nível, normalmente dispara alarmes sobre a saúde do rendimento da equipe. Embora o tricolor ainda possua compromissos viáveis na Copa Sul-Americana, a trajetória de resultados domésticos coloca pressão crescente sobre Dorival Júnior e sua capacidade de reverter o quadro antes que fatores matemáticos tornem a recuperação impraticável.
Copa Sul-Americana oferece laboratório para reação
Sem espaço para lamentações prolongadas, o São Paulo redirecionará seu foco para a Copa Sul-Americana já nesta terça-feira, às 21h30, quando enfrenta o Bolívar pelas oitavas de final da competição. Esse compromisso funciona simultaneamente como alívio da pressão acumulada no Brasileirão e como oportunidade de testar ajustes tático-técnicos no elenco. Uma exibição convincente e vitoriosa neste jogo pode oferecer recuperação psicológica para o grupo e fornecer recursos de confiança necessários para retomar trajetória positiva quando o tricolor voltar a disputar rodadas da competição doméstica.
Perguntas frequentes
Qual foi o lance polêmico que gerou protesto de Rafinha e Dorival?
Um puxão sofrido por Luciano no final do segundo tempo que não foi marcado pela arbitragem de vídeo, sob responsabilidade de Heber Roberto Lopes.
O que Rafinha disse ao árbitro após o jogo?
De acordo com a súmula, Rafinha questionou o árbitro sobre por que não foi analisar o lance de Luciano no VAR, encerrando a conversa com xingamentos.
Qual é o próximo compromisso do São Paulo?
A equipe enfrenta o Bolívar nesta terça-feira, às 21h30, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.