Em resumo
- Dorival Júnior tem 36,8% de aproveitamento em 2026, o pior de qualquer técnico do São Paulo no ano.
- Diretoria descarta troca de técnico apesar da 11ª colocação e risco de rebaixamento por questões eleitorais e contratuais.
- Contrato de Dorival vai até o fim de 2026 porque foi assinado apenas para a gestão Harry Massis.
- Próximo jogo contra Vitória é decisivo para manter São Paulo distante da zona de rebaixamento.
A derrota para o Cruzeiro, fechada em 2 a 0 na quarta-feira no Mineirão, representa mais um episódio decepcionante na história de Dorival Júnior no comando do São Paulo. O técnico acumula, até este momento, um aproveitamento de apenas 36,8% em 19 partidas disputadas — cinco vitórias, seis empates e oito derrotas — marcando a pior performance de qualquer treinador do clube ao longo de toda a temporada 2026. Apesar de números que assustam a torcida e preocupam a cúpula dirigente, a diretoria do Tricolor sinalizou que mantém confiança no trabalho do técnico e descarta qualquer mudança neste momento.
Os números que preocupam
Desde sua chegada em maio, Dorival Júnior enfrenta um cenário bastante desafiador, notavelmente diferente de seus antecessores. Roger Machado deixou o cargo com 49,01% de aproveitamento, enquanto Crespo, seu predecessor imediato, foi demitido com índice de 61,9%. A distância de quase 25 pontos percentuais separa a gestão atual das anteriores, colocando Dorival em uma posição cada vez mais delicada dentro da instituição.
Eliminações que ampliam a pressão
Para piorar o panorama, o São Paulo viu suas campanhas em competições secundárias ruírem. O time foi eliminado tanto da Copa do Brasil quanto da Copa Sul-Americana, restringindo significativamente as chances de obter títulos em 2026 e ampliando a pressão sobre os ombros do técnico e seus atletas. Esses fracassos em copas acrescentam um peso extra ao resultado insatisfatório no Campeonato Brasileiro, criando um cenário onde praticamente todas as vias de sucesso se fecharam para a temporada.
Decisão da diretoria: por que manter Dorival agora
A opção de manter o técnico não se resume simplesmente a uma questão de confiança nas competências profissionais de Dorival. Com apenas dois meses até o encerramento da temporada e apenas nove jogos ainda a disputar, a diretoria enfrenta uma equação administrativa complexa onde fatores políticos, contratuais e financeiros pesam tanto quanto a performance dentro do campo.
O impasse eleitoral
O São Paulo viverá uma transição administrativa significativa ao final de 2026, com eleição para a presidência da instituição. Nesse contexto, qualquer mudança substancial no comando técnico exigiria decisões que eventualmente recairiam sobre a próxima gestão presidencial. Assim, a atual administração prefere evitar uma reestruturação que deixaria pendências para seus sucessores, transformando a continuidade em estratégia administrativa durante esse período de transição.
Contrato limitado e custos de mercado
Dorival Júnior assinou contrato com o São Paulo apenas até dezembro de 2026, especificamente para cobrir o período da gestão Harry Massis. Trazer um novo técnico para direcionar a sequência final da temporada criaria uma negociação particularmente inusitada — pedir a um profissional experiente que dirigisse o clube por meros três meses. Essa proposta encontra resistência natural no mercado, tornando a opção pela continuidade mais pragmática sob os aspectos financeiro e administrativo.
A posição na tabela: a batalha contra o rebaixamento
O São Paulo amarga a 11ª colocação com 36 pontos acumulados, mantendo uma margem de cinco pontos acima da zona de rebaixamento. Embora a distância pareça minimamente confortável, a sequência de maus resultados mantém o clube em zona de alerta permanente. O próximo confronto, marcado para sábado no Morumbis contra o Vitória pela 30ª rodada do Brasileirão, representa um momento crítico para as aspirações tricolores. O adversário ocupa a 12ª colocação com os mesmos 36 pontos que o Tricolor, transformando o duelo em um confronto direto de grande magnitude. Uma vitória abriria uma vantagem de três pontos sobre um rival que também busca desesperadamente se distanciar do risco de queda.
O que disse Dorival após o Cruzeiro
Na entrevista coletiva pós-derrota, Dorival Júnior foi direto ao reconhecer a dificuldade do momento em que o clube atravessa. Argumentou que o time precisa aceitar a realidade da situação para conseguir sair dela e trilhar um caminho de recuperação, oferecendo-se à disposição para colaborar de todas as formas, até extrapolando as atribuições convencionais de um treinador.
“Tudo que for em prol do grupo e da instituição, podem ter certeza que estaremos sempre lutando para que as coisas aconteçam. Não coloco isso como um cargo ou um problema. O que temos é que assumir a condição real do que vivemos. Temos um entendimento de que nem tudo vem caminhando como todos desejam, mas que isso não pode ser uma muleta para justificar o que estamos vivendo”, declarou em coletiva.
Estímulo à confiança como ferramenta de reversão
O técnico sinalizou que iniciou conversas com os atletas visando recuperar o ânimo coletivo. Para Dorival, a confiança emerge como fator fundamental para inverter a trajetória negativa, sendo necessário restaurar o moral do elenco como passo prévio ao resgate de um futebol mais consistente e efetivo.
Os nove jogos que definem o ano
Com menos de uma dúzia de partidas até o término da temporada, cada resultado assume importância estratégica para manter o São Paulo fora da zona de rebaixamento. O confronto de sábado funcionará como um termômetro — se as palavras de Dorival se materializam em performance dentro de campo, uma possível reação pode começar justamente contra o Vitória. A combinação de desempenho insatisfatório, risco iminente de queda, eleições presidenciais próximas e contrato de curta duração molda um cenário delicado e carregado de tensão. Resta verificar se o Tricolor consegue uma reação apropriada à altura dos desafios impostos por essa reta final.
Fonte: ge > são paulo
Perguntas frequentes
Qual é o aproveitamento de Dorival Júnior no São Paulo em 2026?
Dorival Júnior tem 36,8% de aproveitamento em 19 jogos, com cinco vitórias, seis empates e oito derrotas.
Por que o São Paulo não troca de técnico agora?
O clube está em ano eleitoral, o contrato de Dorival é apenas até dezembro de 2026, e a diretoria confia no trabalho do técnico.
Qual é a próxima partida importante do São Paulo?
São Paulo enfrenta o Vitória no sábado, pela 30ª rodada do Brasileirão; ambos têm 36 pontos na tabela.