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São Paulo consegue acordo para evitar transfer ban por dívida de Djhordney

Em resumo

  • Anresf suspendeu denúncia que poderia resultar em transfer ban para o São Paulo, mas processo será arquivado apenas após comprovação de pagamento em dezembro.
  • Clubes renegociaram a dívida de R$ 1,1 milhão para três parcelas de R$ 366,7 mil cada, reduzindo a quantidade original de cinco parcelas de R$ 200 mil.
  • Djhordney, com 19 anos, foi revelado pelo Novorizontino e se destacou na Copa do Brasil Sub-20 e Copinha, firmando contrato com o Tricolor até janeiro de 2030.

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), responsável pela fiscalização das normas de Fair Play Financeiro em vigor no Brasil, suspendeu a denúncia formalizada pelo Novorizontino contra o São Paulo referente a uma dívida de R$ 1,1 milhão relacionada à contratação do volante Djhordney. Conforme comunicado da agência, o processo será arquivado somente após a comprovação do pagamento integral da última parcela do novo acordo celebrado entre os clubes no mês passado, prevista para dezembro. Esta renegociação evitou a imposição de um transfer ban ao Tricolor, sanção que teria impedido o clube de registrar novos atletas.

A dívida contratual e o primeiro acordo

O São Paulo contratou Djhordney em caráter permanente no início de 2026, pouco após o volante completar um período de empréstimo no clube, iniciado em julho de 2025. A transação envolveu a aquisição de 70% dos direitos econômicos do atleta, que na época contava com 19 anos de idade.

No contrato original, o São Paulo se obrigou a remunerar o Novorizontino através de cinco parcelas de R$ 200 mil, totalizando R$ 1 milhão. Entretanto, nenhuma das cinco prestações foi realizada conforme acordado, levando o clube do interior paulista a registrar uma denúncia formal perante a Anresf, solicitando a regularização da dívida.

A ameaça de sanção esportiva

Por tratar-se de um débito contraído em 2026, período já regido pelas normas de fair play financeiro atualmente em vigor, o São Paulo se viu sob risco de sofrer punições disciplinares. A Anresf emitiu uma advertência durante o mês de agosto, concedendo ao Tricolor um período de 45 dias para efetuar os pagamentos devidos e evitar assim a aplicação de uma proibição de registrar novos jogadores.

Nos dias que antecederam o vencimento deste prazo, os dois clubes entraram em negociações e chegaram a um novo plano de parcelamento, reformulando integralmente a estrutura de pagamento que havia sido inicialmente pactuada.

O novo acordo e seus termos

Estrutura das parcelas

Sob a nova disposição aprovada, o São Paulo realizará três pagamentos de R$ 366,7 mil cada, reduzindo a quantidade total de parcelas em relação ao plano anterior, mas aumentando proporcionalmente o valor de cada uma delas. A parcela final está agendada para dezembro de 2026.

Consequências do inadimplemento

A suspensão formal da denúncia pela Anresf depende da comprovação documental do pagamento dessa última prestação. Caso o São Paulo venha a descumprir qualquer um dos três pagamentos previstos no novo acordo, o Novorizontino deverá comunicar este fato à Anresf, que poderá reativar as punições previamente anunciadas, reinaugurando assim a possibilidade de imposição de um transfer ban ao clube paulista.

Djhordney: trajetória e formação nas categorias de base

Revelação pelo Novorizontino

Djhordney foi revelado através das categorias de formação do Novorizontino, onde conquistou destaque como atleta essencial para a campanha vitoriosa na Copa do Brasil Sub-20 da temporada anterior. O jogador também se notabilizou pela sua participação ativa na Copinha de 2026, torneio em que o Novorizontino terminou como vice-campeão em janeiro, reforçando a demonstração de seu potencial defensivo.

Passagem pelo Palmeiras e chegada ao São Paulo

Antes de sua chegada ao São Paulo, o volante acumulava uma breve passagem pelo Palmeiras, período no qual não conseguiu estabelecer-se como figura proeminente do elenco principal. Sua transferência para o Tricolor ocorreu em julho de 2025, inicialmente através de um empréstimo, fase em que impressionou de forma positiva a comissão técnica do clube.

A compra em definitivo e o contrato de longa duração

Durante fevereiro de 2026, o São Paulo exerceu formalmente o seu direito de compra referente a 70% dos direitos econômicos de Djhordney, adquirindo assim a condição de detentor de grande parte dos direitos sobre o atleta. O jogador foi inserido em um contrato com o Tricolor válido até janeiro de 2030, estabelecendo assim um vínculo de aproximadamente quatro anos que demonstra a confiança da instituição nas perspectivas de desenvolvimento do atleta.

A opção por um investimento em contratação de longa duração para um jogador ainda em processo de consolidação no futebol profissional de elite evidencia a aposta estratégica do São Paulo em seu potencial futuro, ainda que tenham surgido posteriormente dificuldades de ordem financeira associadas a esta operação.

O contexto regulatório e as implicações futuras

A suspensão da denúncia oferece ao São Paulo uma oportunidade concreta de regularizar sua posição perante a Anresf e demais órgãos responsáveis pela regulação do futebol brasileiro. O cumprimento integral do novo acordo de parcelamento é crucial não apenas para preservar a capacidade institucional do clube de registrar novos atletas, mas também para manter sua reputação e credibilidade junto aos órgãos de governança esportiva.

O caso de Djhordney e a renegociação de sua dívida ilustram claramente os desafios que as instituições de futebol brasileiro atualmente enfrentam durante o processo de adequação às exigências estabelecidas pelas normas de fair play financeiro. Particularmente quando se trata de investimentos em atletas jovens com potencial comprovado de desenvolvimento profissional, torna-se necessário um equilíbrio delicado entre as ambições esportivas do clube e as limitações reais de sua capacidade orçamentária.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Por que a Anresf suspendeu a denúncia do Novorizontino?

A Anresf suspendeu a denúncia porque o São Paulo e o Novorizontino chegaram a um novo acordo de parcelamento da dívida de R$ 1,1 milhão. O processo será arquivado após a comprovação do pagamento da última parcela prevista para dezembro de 2026.

Qual era a dívida original e como foi renegociada?

O São Paulo deveria pagar cinco parcelas de R$ 200 mil pela compra de 70% dos direitos econômicos de Djhordney, mas nenhuma foi paga. O novo acordo reduziu para três parcelas de R$ 366,7 mil cada.

O que acontece se o São Paulo não pagar as parcelas?

Caso o São Paulo deixe de cumprir qualquer um dos três pagamentos, o Novorizontino deverá notificar a Anresf, que poderá reativar as punições incluindo a imposição de um transfer ban ao clube.

Written by
Camila Forlán

Camila Forlán é analista tática, especializada em decompor esquemas de jogo, variações de formação e o estilo de cada treinador que passa pelo Morumbi. Escreve com foco em dados e vídeo.