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São Paulo marca apenas um gol em seis jogos e esgota paciência do ataque

Em resumo

  • Em seis jogos, o São Paulo marcou apenas um gol com bola rolando (Domingos Duarte vs Boca), enquanto sofreu oito gols no mesmo período.
  • O trio titular Artur, Luciano e Calleri esteve junto em apenas três das seis partidas, prejudicando o entrosamento ofensivo.
  • O último gol em jogada trabalhada foi há mais de um mês, em 5 de setembro contra o Atlético-MG, quando Luciano e Iago marcaram na vitória 2 a 0.
  • Dorival terá um único treino antes de encarar o Vitória no sábado, com São Paulo na 11ª colocação com 36 pontos.

O ataque do São Paulo virou um problema que extrapola o campo. Nos últimos seis partidas, a equipe balançou as redes apenas uma vez com bola rolando, um cenário tão alarmante que reforça a dificuldade tricolor de criar e finalizar chances reais de gol. Segundo a análise do ge > são paulo, o marcador de Artur contra o Boca Juniors, dentro do Morumbis, saiu de uma cobrança de falta que Domingos Duarte cabeceou para o fundo das redes.

O recorte que assusta

Ao olhar os números dos últimos seis compromissos, os dados revelam um ataque impotente. A equipe anotou apenas três gols no período, e dois deles vieram de cobranças de pênalti. Calleri converteu a penalidade contra o Santos, enquanto Luciano fez o mesmo diante do Internacional. O gol com bola rolando ficou restrito ao desvio de cabeça de Domingos Duarte na Sul-Americana.

Defesa sofre enquanto ataque não trabalha

O descompasso ofensivo contrasta com uma defesa que vazou com frequência no mesmo período. Durante esses seis jogos, o São Paulo sofreu oito gols, deixando uma diferença alarmante entre o que marca e o que toma. A zaga, que já vinha falhando desde o início da temporada, não encontrou apoio na pressão criada pelo ataque para aliviar a marcação adversária.

Quando funcionava com Atlético-MG

O último jogo onde o São Paulo funcionou de verdade no ataque ocorreu no dia 5 de setembro contra o Atlético-MG. A vitória de 2 a 0 trouxe os gols que a equipe vinha procurando: Luciano aproveitou com precisão uma bola rasteira de Artur na pequena área, enquanto Iago cabeceou com qualidade um cruzamento de Lucas Ramon pela direita. Desde então, mais de um mês se passou sem que o tricolor conseguisse marcar em uma jogada trabalhada.

Titulares e suas ausências

O trio ofensivo considerado titular do São Paulo composto por Artur, Luciano e Calleri atuou junto em apenas três das seis partidas do recorte. O argentino Calleri ficou fora de três jogos, duas vezes por suspensão automática, sendo substituído por Gustavo Santana na partida contra o Boca e por Ryan Francisco diante do Santos. Artur esteve ausente apenas quando Dorival decidiu poupar a equipe toda no clássico contra o Palmeiras. Luciano, por sua vez, deixou o time quando o São Paulo enfrentou o Cruzeiro, afastado por lesão.

As mudanças constantes na formação ofensiva refletem também os problemas estruturais. A falta de continuidade impede o entrosamento e a evolução tática que uma sequência de jogos com os mesmos jogadores poderia proporcionar. A instabilidade deixa clara a dificuldade em manter um padrão de jogo ofensivo.

A saída das bolas paradas

Quando o São Paulo conseguiu marcar antes do período crítico atual, frequentemente recorria a cobranças de bola parada. Antes mesmo da crise, nas partidas contra Red Bull Bragantino, a equipe aproveitou um pênalti convertido por Luciano e um escanteio na área onde Gustavo Santana cabeceou com êxito. O padrão se repete agora nos últimos seis jogos, onde dois dos três gols saíram de pênaltis.

Esta dependência de bolas paradas revela uma fragilidade preocupante: o time perdeu a capacidade de criar oportunidades dentro do jogo natural. Quando a bola está em movimento, as jogadas não florescem com a mesma periculosidade que em situações estáticas.

Momento crítico com Dorival

O treinador Dorival Júnior enfrenta o pior aproveitamento de sua gestão na temporada. Mesmo diante da sequência ruim, o São Paulo não cogita sua demissão neste momento. Conforme divulgado pelo ge > são paulo, o clube continua oferecendo apoio ao técnico em um ano eleitoral onde discussões sobre o futuro do treinador não estão na pauta.

Para tentar reverter o cenário, Dorival dispõe de apenas um treino na manhã de sexta-feira antes de encarar o Vitória no sábado às 21h no Morumbis. Com 36 pontos, o São Paulo ocupa a 11ª colocação, ainda distante de uma situação confortável na tabela. A partida contra o Vitória é encarada como mais um decisivo para a reta final de temporada.

Ausências na escalação

Luciano está descartado para o confronto contra o Vitória. A incerteza envolve Rafael, Iago e Danielzinho, que ainda são dúvidas para o jogo. Por outro lado, Lucas Moura se encontra na fase final de sua transição física e pode vir a retornar nas próximas rodadas após passar por um treino coletivo com garotos da base como teste.

O que esperar

O São Paulo precisa encontrar soluções urgentes para seu ataque travado. A combinação de ausências de peças importantes, falta de criatividade em jogadas abertas e dependência de cobranças de bola parada formam um quadro que compromete a sequência da temporada. Sem conseguir marcar gols em situações reais de jogo, dificilmente o time conseguirá melhorar sua posição no Brasileirão ou ganhar confiança para os próximos desafios.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Quantos gols o São Paulo marcou nos últimos seis jogos?

Três gols no total. Um deles com bola rolando, o gol de Domingos Duarte contra o Boca Juniors de cabeça em cobrança de falta de Artur. Os outros dois foram pênaltis: Calleri contra o Santos e Luciano contra o Internacional.

Quando foi o último gol em uma jogada trabalhada?

No dia 5 de setembro contra o Atlético-MG, em uma vitória de 2 a 0. Luciano aproveitou uma bola rasteira de Artur na pequena área e Iago cabeceou um cruzamento de Lucas Ramon.

Como está a situação de Dorival Júnior no São Paulo?

O técnico possui o pior aproveitamento do ano, mas o clube mantém apoio a ele. O São Paulo está em ano eleitoral e não discute o futuro de Dorival neste momento, encarando o próximo jogo contra o Vitória como mais um decisivo.

Written by
Júlia Matarazzo

Júlia Matarazzo cobre a torcida e a cultura tricolor — organizadas, clássicos contra Corinthians, Palmeiras e Santos, e o que significa ser são-paulino dentro e fora do Morumbi.