Em resumo
- São Paulo soma apenas uma vitória nos últimos 14 jogos, com cinco partidas seguidas sem vencer e jejum de vitórias no Brasileirão desde abril.
- Sábado contra o Coritiba no Morumbis é confronto direto pela permanência em zona confortável, com possibilidade de aproximação ou afastamento na tabela.
- Sequência inclui jogo decisivo na Sul-Americana contra Bolívar na terça-feira, com avanço garantido apenas com vitória ou pênaltis em caso de empate.
- Clube enfrenta prazo de 45 dias para pagar dívida com Novorizontino sob risco de transfer ban, complicando planos de reforços para reverter crise.
O São Paulo atravessa um período preocupante de desempenho no futebol brasileiro. Após o empate em 1 a 1 com o Bolívar, na terça-feira anterior, o time chegou ao quinto confronto consecutivo sem conquistar uma vitória. O panorama fica ainda mais crítico quando se analisa o recorte maior: nos últimos 14 jogos disputados, o Tricolor conquistou apenas um triunfo.
Um número que preocupa: uma vitória em 14 partidas
O isolado sucesso do São Paulo neste período estendido veio contra o Boston River, em partida pela fase de grupos da Copa Sul-Americana, com placar de 2 a 0, ainda no final de abril. Nos demais 13 compromissos deste intervalo, o time comandado por Dorival Júnior registrou sete empates e sofreu seis derrotas. Este jejum alarmante não surge do nada: antes deste ciclo, o Tricolor já havia passado por oito partidas sem vencer, demonstrando que os problemas vêm se acumulando há tempo.
Quebra de sequência na Sul-Americana
O triunfo sobre os uruguaios marcou um respiro em uma sequência particularmente difícil, mas não foi suficiente para reverter a tendência negativa que se instalou na sequência. Desde então, o time tem alternado entre empates frustrantes e derrotas que comprometem a campanha.
O peso do jejum no Brasileirão
A situação deteriora quando se considera apenas a competição nacional. A última vitória do Tricolor no Campeonato Brasileiro ocorreu em abril, precisamente contra o Mirassol. Após essa data, o time acumulou apenas três empates e cinco derrotas na competição, não conseguindo encontrar consistência ofensiva ou defensiva.
Tombo na tabela: de quinto para décimo segundo
Os números revelam a queda dramática do São Paulo na classificação geral do Brasileirão. No momento em que venceu o Mirassol, pela 13ª rodada, o time ocupava a quinta colocação com 23 pontos acumulados. Passadas dez rodadas adicionais, o Tricolor despenhou sete posições e chegou à 23ª rodada em 12º lugar, com apenas 26 pontos no total. Em outras palavras, enquanto o resto do campeonato avançava, o time praticamente permanecia estagnado, somando apenas três pontos em dez rodadas.
Confronto direto neste sábado
O próximo compromisso, marcado para sábado no estádio do Morumbis às 21 horas, coloca o São Paulo diante do Coritiba, que ocupa a décima posição com 30 pontos. Trata-se de um confronto direto que pode reformular a luta pela permanência em zona de acomodação. Uma vitória aproximaria o Tricolor do adversário paranaense. Uma derrota, porém, abriria uma vantagem de sete pontos para o Coxa, situação que prejudicaria ainda mais as aspirações são-paulinas.
O contexto competitivo mais amplo
O desempenho do Tricolor contrasta negativamente com a evolução de concorrentes diretos. Enquanto o time permanecia sem vencer, outras equipes acumulavam pontos e se posicionavam melhor na luta pela parte superior da tabela, tornando a recuperação cada vez mais urgente e desafiadora.

Uma sequência decisiva pelos títulos e permanência
Após o confronto com o Coritiba, o calendário do São Paulo fica repleto de decisões. Na terça-feira seguinte, o Tricolor entra em campo contra o Bolívar novamente, desta vez no Brasil, em partida válida pela fase de oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com o empate em 1 a 1 registrado em La Paz, a 3.650 metros de altitude, o time precisa de uma vitória por qualquer placar para avançar. Qualquer resultado de empate leva a decisão para os pênaltis.
Desafios seguintes no Brasileirão
Além da missão imediata contra o Coritiba e a Sul-Americana, o São Paulo terá pela frente nomes de peso. A Chapecoense, lanterna do campeonato com dez pontos, surge como oponente teoricamente mais acessível. Porém, o Red Bull Bragantino, em oitavo lugar com 31 pontos, representa dificuldade. O Atlético-MG, em 11º com 29 pontos, é outro confronto equilibrado que pode definir rumos da temporada.
Clássicos e topo da tabela
Na sequência aparecem compromissos que transcendem pontuação: o clássico contra o Palmeiras, líder inconteste com 48 pontos, e um encontro com o Internacional, em 16º lugar com 23 pontos. Estes duelos definem não apenas a luta por posições intermediárias, mas também o moral e a capacidade de o Tricolor se impor nos confrontos de maior pressão.
Dívida financeira pendente com prazo limite
Para além dos números no campo, o São Paulo enfrenta uma situação delicada fora dele. O clube possui 45 dias para liquidar uma dívida junto ao Novorizontino, relacionada à compra dos direitos do volante Djhordney. A Agência de Fair Play Financeiro determinou punição em caso de novo atraso no pagamento, ameaçando o Tricolor com um transfer ban que impediria a contratação de novos jogadores, justamente quando o técnico Dorival Júnior trabalha para reformular o elenco e corrigir deficiências táticas.
Reforços e retornos marcam o novo ciclo
Na tentativa de reverter o cenário negativo, o São Paulo já promoveu mudanças no elenco durante a janela de transferências. Os reforços contratados — Domingos Duarte, Newton, Iago e Buta — fizeram sua estreia precisamente na partida contra o Bolívar, na qual o Tricolor precisou se adaptar à altitude de La Paz enquanto integrava novos jogadores.
Peça importante regressa ao grupo
O zagueiro Arboleda também retornou ao time após período de afastamento. O defensor ficou quase um mês sem manter contato regular com o clube, mas foi reintegrado por solicitação da comissão técnica de Dorival Júnior. Em seu retorno, Arboleda marcou gol na partida contra o Bolívar e demonstrou disposição para reconquistar a confiança da torcida, que havia manifestado descontentamento com suas ausências.
Competição pelo elenco
A chegada de novos nomes aumenta a competição interna por posições no time titular. Lucas Ramon segue como opção consolidada na lateral direita, enquanto a defesa recebe alternativas adicionais. Apesar dos acessos, a consistência continua sendo o grande desafio para Dorival Júnior estruturar um time que efetivamente combine solidez defensiva com capacidade ofensiva.
Perspectivas para o restante da temporada
O São Paulo chega a este período crítico sob pressão múltipla: recuperar-se no Brasileirão, avançar na Sul-Americana, honrar compromissos financeiros e integrar novos reforços ao mesmo tempo. A próxima semana, com o jogo contra o Coritiba seguido pela decisão contra o Bolívar, servirá como termômetro da capacidade do time e do técnico em reverter a trajetória recente. Dorival Júnior tem oportunidade de demonstrar que os problemas são conjunturais e que o Tricolor possui recursos para retomar o caminho das vitórias consistentes que caracterizaram temporadas passadas.
Perguntas frequentes
Quantas vitórias o São Paulo conquistou nos últimos 14 jogos?
Apenas uma vitória, sobre o Boston River por 2 a 0 na Copa Sul-Americana no final de abril. Nos demais 13 confrontos, registrou sete empates e seis derrotas.
Qual é a próxima partida do São Paulo e qual sua importância?
No sábado, o Tricolor enfrenta o Coritiba no Morumbis às 21 horas, em confronto direto pela tabela do Brasileirão. Uma vitória aproxima o time do adversário paranaense; uma derrota o afasta sete pontos.
Como está a dívida financeira do São Paulo com o Novorizontino?
O clube tem 45 dias para pagar a dívida relacionada à compra dos direitos do volante Djhordney. Caso não quite o valor no prazo, a Agência de Fair Play Financeiro aplicará um transfer ban, impedindo novas contratações.