Em resumo
- São Paulo acumula apenas 1 vitória em 14 jogos (7 empates, 6 derrotas), a pior sequência desde 2013, caindo de 4º para 12º lugar no Brasileirão.
- A última vitória na Série A foi em 25 de abril (1-0 sobre Mirassol com Roger Machado), totalizando 8 jogos sem triunfo no campeonato.
- Dorival Júnior poupou titulares contra o Bolívar e terá força máxima no sábado contra o Coritiba no Morumbis, primeira vez no estádio próprio desde Copa do Mundo.
- Em 2013, sequência similar (17 jogos, 1 vitória) deixou o clube na zona de rebaixamento, mas o São Paulo se recuperou e terminou em 9º lugar naquele ano.
O São Paulo enfrenta o Coritiba no sábado, às 21h, com a missão de interromper uma sequência devastadora que não assombra o clube desde 2013. A equipe conquistou apenas uma vitória nos últimos 14 compromissos oficiais — um aproveitamento de 9,5% que resume a magnitude da crise atual. Sete empates e seis derrotas marcam um período de instabilidade que coloca o Tricolor à beira do precipício competitivo.
A última vitória e o jejum prolongado
Na temporada 2026, o único triunfo do São Paulo nos últimos 14 jogos ocorreu em 26 de maio, quando venceu o Boston River por 2 a 0 pela Copa Sul-Americana. Mas o dado mais preocupante reside no Brasileirão: a última vitória na Série A aconteceu em 25 de abril, por 1 a 0 sobre o Mirassol, ainda sob comando de Roger Machado. Desde então, passaram-se três empates e cinco derrotas no campeonato doméstico, acumulando oito jogos sem vitória no torneio.
Este contraste entre uma vitória sul-americana e um jejum prolongado no Brasileirão revela a verdadeira natureza da crise: não é resultado de meros azares em competições paralelas, mas de instabilidade crônica na competição mais importante do calendário.
Estatísticas que retratam o colapso
Dos 14 últimos jogos, o São Paulo permaneceu 50% dos confrontos empatado, um percentual alarmante para um clube que deveria estar lutando pelos primeiros lugares. Os sete empates representam não apenas falta de vitórias, mas também incapacidade de vencer quando as oportunidades surgem. Complementam esse quadro as seis derrotas, que mostram uma defesa frágil e ataque inofensivo.
A comparação obrigatória com 2013
A última vez que o Tricolor atravessou período tão crítico foi em 2013, quando viveu sequência de 17 partidas com apenas uma vitória. Naquele ano, entre junho e agosto, sob comando de Paulo Autuori, o São Paulo registrou seis empates e dez derrotas — números ainda mais negativos que os de agora em quantidade de fracassos, porém a atual crise impressiona por sua velocidade e impacto.
A recuperação de 2013 como referência
A sequência de 2013 deixou o clube na zona de rebaixamento, um risco que não pairava sobre o Tricolor na época em que conquistou a quarta colocação em abril. A recuperação naquela ocasião veio após vitória por 1 a 0 sobre o Náutico, na Arena Pernambuco, que encerrou o jejum e permitiu reconstrução gradual. O São Paulo terminou aquele Brasileirão em nona colocação, mostrando capacidade de reação que a torcida agora espera ver reproduzida.
A diferença estrutural é que em 2013 a queda posicional foi menor. Agora, os efeitos cascata acumulados deixaram consequências ainda mais severas na tabela de classificação.
Números mais graves em tempo presente
Enquanto 2013 apresentou mais derrotas em valor absoluto (dez contra seis), a crise atual demonstra velocidade de colapso superior. O Tricolor saiu de quarta colocação para décima segunda em questão de semanas, uma queda de oito posições que reflete não apenas má performance própria, mas também aproveitamento de concorrentes diretos.
A queda de quatro posições em quatro meses
Quando o São Paulo venceu o Mirassol em 25 de abril, ocupava a quarta colocação, indicativo de que a equipe ainda estava na luta pelos primeiros lugares. A sequência negativa subsequente propiciou que outros clubes avançassem enquanto o Tricolor oferecia respiros pontuais sem jamais recuperar o vigor. Hoje, na décima segunda posição, o time está em zona de risco muito maior, precisando de reação imediata e sustentada.
Esta queda dramática é agravada pela quantidade de rodadas ainda disponíveis. Não se trata de um problema isolado de uma ou duas semanas — é um padrão que atravessa meses de competição, revelando problemas estruturais tanto em campo quanto possivelmente na gestão do elenco.
O retorno ao Morumbis como catalisador
Uma circunstância favorável ao São Paulo é o retorno ao Morumbis. Será a primeira vez que a equipe atuará em seu estádio desde o término da Copa do Mundo — uma ausência que, embora compreendida pelas obras e reformas necessárias, privou o time do fator casa durante toda essa sequência negativa. O estádio próprio historicamente funciona como aliado psicológico e tático significativo nas tentativas de reversão de crises.
Dorival Júnior com força máxima
O técnico Dorival Júnior aproveitou o compromisso anterior contra o Bolívar para poupar titulares, estratégia que deixa clara a intenção de chegar ao confronto com o Coritiba com o elenco plenamente recuperado. Sem necessidade de dosagem tática e com todo o seu arsenal disponível, o treinador terá oportunidade genuína de implementar sua melhor formação para quebrar o jejum de oito jogos sem vitória no Brasileirão.
Contexto paralelo: lesões e questões administrativas
Enquanto o aspecto desportivo demanda urgência máxima, a instituição também gerencia questões administrativas. Nicolas, lateral-esquerdo que havia sido preservado desde incidente envolvendo atropelamento no início de agosto em Barueri, retornou aos treinamentos normais. Sua disponibilidade representa reforço importante para a lateral esquerda diante das demandas impostas pelo confronto contra os paranaenses.
Rafinha, por sua vez, escapou de suspensão após ser advertido por xingar árbitro na derrota recente para o Grêmio. O episódio ocorreu quando o executivo de futebol questionava a marcação de um puxão em Luciano no final do jogo em Porto Alegre, resultando apenas em cartão amarelo.
A administração do clube também trabalha em frentes externas: negociações de novo contrato de naming rights para o Morumbis seguem com montadora, ainda que a diretoria não tenha vinculado este acordo a elementos que pudessem trivializar o processo — a busca concentra-se em termos que beneficiem tanto o clube quanto o parceiro corporativo.
A urgência inegável
O sábado transcende a importância de um jogo isolado. Representa a chance crítica de interrupção de uma das piores sequências do clube em mais de uma década. O aproveitamento de 9,5% em 14 compromissos é insustentável em qualquer cenário competitivo. A queda de oito posições na tabela deixa evidente que as margens de erro desapareceram completamente.
Com o Morumbis como aliado, força máxima disponível e a lição histórica de 2013 indicando que reversões são possíveis, Dorival Júnior tem a responsabilidade de liderar o Tricolor de volta ao caminho das vitórias. Fracassar contra o Coritiba aproximaria ainda mais a atual sequência da marca negativa de 2013, um cenário que o clube não pode permitir.
Perguntas frequentes
Qual foi a última vitória do São Paulo no Brasileirão?
A última vitória na Série A foi em 25 de abril de 2026, por 1 a 0 sobre o Mirassol, quando o time ainda era comandado por Roger Machado. Desde então, foram três empates e cinco derrotas.
Como a sequência atual do São Paulo se compara com a de 2013?
A sequência de 2013 foi maior em quantidade de derrotas (17 jogos com 1 vitória, 6 empates e 10 derrotas entre junho e agosto) sob Paulo Autuori, mas a atual impressiona pela velocidade — o time caiu de 4º para 12º lugar enquanto em 2013 o impacto foi menor na tabela.
Por que o retorno ao Morumbis é importante para o São Paulo?
Será a primeira vez que o Tricolor atuará em seu estádio desde o fim da Copa do Mundo. O Morumbis funciona como aliado psicológico e tático importante nas tentativas de reversão de crises, além de que Dorival Júnior poupou titulares e terá força máxima disponível para o confronto.