Em resumo
- São Paulo chegou a nove jogos sem vitória no Brasileirão após empate com Coritiba, acumulando quatro empates e cinco derrotas nesta sequência.
- Rafael cometeu falha defensável no gol do Coritiba no segundo tempo, momento em que o time tricolor mostrou desatenção coletiva.
- Luciano novamente demonstrou limitações como meia criador, e as alterações táticas de Dorival Júnior com entrada de Ferreirinha e Artur não reverteram o resultado.
O São Paulo chegou ao nono jogo consecutivo sem vitória no Campeonato Brasileiro após empatar 1 a 1 com o Coritiba no sábado passado, no Morumbis, pela 23ª rodada. O resultado aprofunda a crise da equipe comandada por Dorival Júnior, que agora coleciona quatro empates e cinco derrotas nesta sequência negativa. O último triunfo tricolor no campeonato ocorreu em abril contra o Mirassol, enquanto a vitória mais recente foi em maio contra o Boston River, já pela Copa Sul-Americana.
Primeiro Tempo: Controle Sem Eficácia
O São Paulo iniciou o confronto impondo seu ritmo sobre o Coritiba, controlando a posse de bola e o espaço de jogo. Lucas Ramon e Wendell subiram ao ataque com frequência pelas laterais, especialmente na defesa do Coritiba, porém os cruzamentos não encontravam finalização perigosa ou oportunidades reais. O time tricolor dominava territorialmente, mas a qualidade técnica das ações ofensivas não correspondia ao volume de posse.
O Problema do Meio-Campo
No setor intermediário, todos os espaços pareciam fechados diante da marcação compacta do Coritiba. Com três volantes na formação, o São Paulo não conseguia circularização criativa para penetrar a defesa adversária. Luciano, novamente escalado como meia de criação, reafirmou suas limitações nesta posição. Suas melhores atuações ocorrem quando está posicionado mais próximo da área finalizadora, construindo situações de gol, não jogadas criativas que desarmam defesas.
O Gol de Pablo Maia
Única conclusão objetiva do primeiro tempo saiu através de determinação individual. Pablo Maia se apresentou na frente da área, recebeu passe de Victor Sá, conseguiu se livrar da marcação e finalizou com qualidade para colocar o São Paulo à frente do placar. Tratou-se de um lance de esforço pessoal, não de construção coletiva eficiente. O gol representava pouco para um time que deveria estar explorando melhor seu elenco de qualidade, jogando em casa e com necessidade urgente de vitória.
Segundo Tempo: Desatenção e Desespero
Ao retornar do intervalo, o São Paulo pareceu deixar sua concentração no vestiário. O segundo tempo foi marcado por desatenção dos jogadores e desespero para confirmar a vitória. Esses sentimentos prejudicavam as decisões táticas e individuais. O Coritiba, por sua vez, ganhava espaço gradualmente e criava oportunidades reais de empatar. Os avisos chegavam frequentes, e o adversário não desperdiçava sua chance quando ela surgiu.
O Erro de Rafael
Um cruzamento do Coritiba alcançou a área tricolor com facilidade. A bola encontrou o segundo poste, onde um cabeceio defensável resultou em gol. Rafael, goleiro que até aquele momento sintetizava confiança e segurança para o São Paulo, cometeu falha grave. Não foi uma finalização impossível ou um lance sem solução defensiva. Tratava-se de situação que um goleiro experiente deveria resolver, especialmente em partida de importância vital. Lucas Ramon, destaque do primeiro tempo, sucumbiu ao desespero e não acompanhou bem o marcador no segundo poste.
O Desempenho Coletivo
O colapso não era isolado. A equipe inteira sofria com a ansiedade de reverter o placar e a falta de estrutura para fazê-lo. Cruzamentos abundavam, mas chegavam sem peso ou qualidade. A defesa do Coritiba oferecia espaços que o São Paulo não sabia aproveitar com objetividade. O segundo tempo revelou um time desorientado, incapaz de converter seu elenco em performance consistente.
As Tentativas de Reação
Dorival Júnior percebeu que a abordagem não funcionava e fez alterações. Retirou Newton, volante, e Victor Sá, atacante, para colocar Ferreirinha pela esquerda e Artur pela direita. A intenção era ampliar o campo ofensivo e gerar desequilíbrios na defesa adversária através de movimentos pelas extremidades.
Execução Inadequada
Os dois atacantes que entraram, porém, não corresponderam à expectativa. Ferreirinha e Artur começaram desorganizados e não transformaram suas qualidades individuais em perigo efetivo para a defesa do Coritiba. Mais importante, não ofereceram equilíbrio defensivo que o time precisava em momento de necessidade. O São Paulo continuou exagerando em cruzamentos de baixa efetividade, uma solução tática limitada para o problema enfrentado.
Oportunidades Perdidas e Polêmicas
Luciano teve a principal oportunidade do segundo tempo com um cabeceio, mas não converteu. Houve também reclamação de pênalti não marcado sobre Calleri, lance em que a árbitra sequer foi consultada pelo VAR. Independentemente das questões arbitrais, um time com o elenco que o São Paulo possui não deveria enfrentar tantas dificuldades para criar chances dentro de seus domínios.
O Quadro Amplo da Crise
Nove partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro representa crise estrutural, não apenas sequência de maus resultados. Quatro empates e cinco derrotas neste período mostram time incapaz de resolver seus problemas. Estatística adicional preocupa ainda mais: o São Paulo sofre 80 por cento de seus gols no segundo tempo durante este jejum, indicando falhas defensivas e táticas específicas na segunda metade das partidas.
Com cinco meses de trabalho à frente do time e até pausa internacional para treinar sem compromissos competitivos, Dorival Júnior deveria oferecer mais mecanismos para sua equipe funcionar com melhor qualidade. O elenco disponível justifica expectativas muito superiores àquelas que a realidade atual demonstra. A distância que o São Paulo aumenta para a parte superior da tabela se amplia a cada rodada de resultados insatisfatórios, colocando a temporada em rota questionável se a recuperação não ocorrer rapidamente.
Perguntas frequentes
Qual foi o placar da partida entre São Paulo e Coritiba?
O placar final foi 1 a 1. Pablo Maia marcou para o São Paulo no primeiro tempo, e o Coritiba igualou com um gol de cabeça no segundo tempo, após falha de Rafael.
Há quantos jogos o São Paulo está sem vitória no Brasileirão?
O São Paulo chegou a nove jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, totalizando quatro empates e cinco derrotas. Seu último triunfo foi contra o Mirassol em abril.
Quais foram as mudanças que Dorival Júnior fez na segunda etapa?
Dorival retirou o volante Newton e o atacante Victor Sá, colocando os atacantes Ferreirinha pela esquerda e Artur pela direita, na tentativa de ampliar o campo de jogo.