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São Paulo reduz oferta para renovação de contrato com Calleri

Em resumo

  • A principal barreira para o acerto entre Calleri e São Paulo é o débito de R$ 6 milhões referente a direitos de imagem e bônus acumulados desde 2024.
  • A situação ganha urgência com a proposta do Orlando City, dos Estados Unidos, que ofereceu ao atacante um contrato no valor de aproximadamente R$ 2 milhões por mês.
  • O diretor de futebol Rui Costa manifestou otimismo em relação à renovação, afirmando que “São Paulo precisa dele”, sinalizando que a liderança do clube vê Calleri como essencial para a estrutura ofensiva da equipe.
  • Calleri ocupa uma posição privilegiada na história do São Paulo como estrangeiro.

O São Paulo FC reduziu os valores da proposta de renovação contratual com Jonatan Calleri, criando um impasse nas negociações com o artilheiro argentino de 32 anos. A redução da oferta acontece em meio a uma dívida de R$ 6 milhões que o clube mantém com o jogador por direitos de imagem e bônus não pagos desde 2024, travando as conversas sobre a extensão do vínculo que atualmente se estende até dezembro de 2026.

O impasse financeiro que paralisa a renovação

A principal barreira para o acerto entre Calleri e São Paulo é o débito de R$ 6 milhões referente a direitos de imagem e bônus acumulados desde 2024. O clube tentou incorporar essa dívida ao novo contrato como “luvas parceladas”, mas a equipe do jogador considera essa proposta inaceitável, argumentando que o pagamento foi verbalmente acordado anteriormente e deve ser honrado separadamente das negociações de renovação.

Com a redução da oferta salarial, o cenário se tornou ainda mais delicado. A redução reflete as limitações financeiras enfrentadas pela instituição tricolor, forçando uma abordagem mais conservadora nas negociações. Calleri solicitou uma extensão contratual até 2028, com uma cláusula de renovação automática por mais um ano caso atinja metas específicas de desempenho esportivo, um modelo semelhante ao utilizado com o companheiro Luciano.

Ofertas internacionais aumentam a pressão

A situação ganha urgência com a proposta do Orlando City, dos Estados Unidos, que ofereceu ao atacante um contrato no valor de aproximadamente R$ 2 milhões por mês. Esse montante representa o triplo do salário que Calleri recebe atualmente no São Paulo e o dobro da última oferta reduzida apresentada pelo clube paulista, criando uma alternativa financeiramente muito mais atrativa.

Essa concorrência externa amplifica a pressão sobre o São Paulo para resolver rapidamente as pendências. A partir de julho de 2026, Calleri terá o direito legal de assinar um pré-contrato com qualquer outro clube e sair do Tricolor de forma gratuita em janeiro de 2027, se nenhum acordo for fechado antes dessa data. Esse prazo funciona como um relógio regressivo para as negociações, deixando apenas alguns meses para que a diretoria tricolor e o jogador cheguem a um entendimento.

Declarações da diretoria e perspectivas

O diretor de futebol Rui Costa manifestou otimismo em relação à renovação, afirmando que “São Paulo precisa dele”, sinalizando que a liderança do clube vê Calleri como essencial para a estrutura ofensiva da equipe. Apesar do otimismo, as ações práticas da instituição — representadas pela redução dos valores oferecidos — contradizem parcialmente essa mensagem de confiança nos entendimentos.

A posição de Calleri permanece equilibrada entre o desejo de continuar no São Paulo e a abertura para outras oportunidades. Em entrevista à ESPN, o argentino revelou que seu sonho é se aposentar no All Boys, clube argentino que o revelou, mas demonstrou estar aberto a estender sua permanência no Tricolor caso as condições se tornem favoráveis. Calleri também deixou claro que não pretende jogar por outro clube brasileiro, reforçando sua identificação com o São Paulo.

O legado histórico que justifica a retenção

Calleri ocupa uma posição privilegiada na história do São Paulo como estrangeiro. Com 88 gols marcados pela instituição, ele é o segundo artilheiro estrangeiro mais prolífico da história tricolor, ficando atrás apenas de Pedro Rocha, do Uruguai, que atuou entre 1970 e 1977. Esse legado reforça o argumento do clube para retê-lo como figura-chave e ídolo da torcida.

No ano de 2026, Calleri tem mantido excelente desempenho, com 11 gols em 28 partidas disputadas, além de 1 assistência. No Campeonato Brasileiro especificamente, o argentino é o vice-artilheiro da competição com 4 gols, empatado com Danilo, do Botafogo, consolidando sua importância como principal arma ofensiva do Tricolor.

O que observar nos próximos meses

Os próximos meses serão críticos para definir o futuro de Calleri no São Paulo. A data limite de julho de 2026 marca o ponto de inflexão a partir do qual o jogador poderá assinar pré-contrato com outros clubes, tornando necessário que a diretoria tricolor resolva tanto a questão da dívida de R$ 6 milhões quanto apresente uma proposta salarial competitiva antes dessa data.

O desfecho dessa negociação terá implicações significativas para o projeto esportivo do São Paulo. Manter Calleri significa preservar a principal referência ofensiva da equipe e um dos maiores ídolos estrangeiros da história do clube, enquanto perder o jogador representaria um vazio considerável no ataque tricolor. A redução da oferta salarial, nesse contexto, pode se revelar uma decisão custosa se resultar na saída do argentino para o Orlando City ou para qualquer outro projeto que apresente melhores condições financeiras.

Written by
Thiago Venâncio

Thiago Venâncio acompanha a base e as categorias de formação do São Paulo, uma das mais tradicionais fábricas de craques do país. Escreve sobre os talentos que despontam em Cotia antes de chegarem ao profissional.