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Expulsão de Osorio e erros de Pablo Maia definem clássico

Em resumo

  • Osorio foi expulso no primeiro tempo, destruindo a estratégia defensiva que funcionava até aquele momento.
  • Pablo Maia cometeu erros de passe críticos que resultaram em gols do Palmeiras e selaram a derrota.
  • Luciano fez seu melhor jogo com a camisa do São Paulo, fato que o credencia a ganhar mais oportunidades com Dorival Júnior.
  • Dorival escalou time reserva focado na Copa Sul-Americana e via a aposta vencendo até o vermelho de Osorio mudar tudo.

Palmeiras 2, São Paulo 0. O placar do clássico da 27ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026 não conta apenas a história do resultado, mas também de como a derrota foi construída — em uma sequência que começou com uma decisão tática e terminou com erros individuais que sepultaram qualquer possibilidade de reação do Tricolor.

A aposta de Dorival com time reserva

Dorival Júnior escalou uma equipe majoritariamente reserva. A razão tinha nome: Copa Sul-Americana. O técnico do São Paulo concentrava atenção no confronto crucial contra o Boca Juniors, que aconteceria na terça-feira. A estratégia parecia estar ganhando até aquele momento crítico ainda no primeiro tempo. Até lá, o São Paulo não dava espaço para o Palmeiras jogar, pressionava, limitava os espaços. A defesa estava segura, e o time funcionava dentro daquilo que Dorival tinha planejado para a noite.

O próprio técnico depois reconheceria: a equipe estava bem até aquele momento, competindo de igual para igual com o rival apesar da escala reserva.

O vermelho de Osorio e a virada

A imprecisão que mudou tudo

Osorio, zagueiro do São Paulo, cometeu um erro de timing ao tentar cortar o avanço do Palmeiras. Seu carrinho para matar o contra-ataque foi impreciso, e a bola não saiu. A análise do VAR confirmou que o contato tinha sido suficiente para justificar o cartão vermelho direto. Não foi uma expulsão discutível — foi um lance claro em que o defensor impediu a continuação do jogo com uma falta grave, ainda na primeira metade da partida.

Espaço e oportunidade

Com um jogador a menos, a estratégia defensiva de Dorival desabou. O Palmeiras, que até então enfrentava dificuldades para criar jogadas, passou a ter espaço. Ainda no primeiro tempo, antes de Dorival nem conseguir reorganizar a equipe no intervalo, o rival chegou ao gol. Quando o técnico fez suas mudanças no vestiário, o São Paulo já estava perdendo.

Os erros de Pablo Maia que selaram o resultado

Precisão até o intervalo

Se Osorio destruiu a estrutura tática, Pablo Maia enterrou qualquer esperança de reação. O volante, que até então tinha um rendimento razoável, havia acertado 34 passes seguidos sem nenhum erro até perto do intervalo. A sequência era promissora — uma demonstração de que o time ainda tinha posse e controle mesmo com um jogador a menos.

A hora dos erros

Mas Pablo Maia começou a cometer enganos críticos na saída de bola logo após o reinício do segundo tempo. O primeiro veio na retomada. Errou o passe à frente da área, devolvendo a posse para o Palmeiras. Seis segundos depois, a bola estava na rede novamente. Não foi coincidência. Perto dos 30 minutos, o volante entregou novamente na saída de bola, e só não veio o terceiro gol porque Flaco López perdeu a chance.

Os erros de Pablo Maia transformaram um placar de 1 a 0 em uma sentença de derrota. Com um jogador a menos e sem conseguir recuperar a posse, o São Paulo não tinha nem mais como tentar uma reação ofensiva.

Quem jogou bem apesar do resultado

Luciano foi o grande destaque individual do São Paulo. O meia fez seu melhor jogo com a camisa do Tricolor — firme nos passes, se movimentando com inteligência, aparecendo para o jogo e até avançando com a bola dominada. Na marcação, não cedeu espaços, “mordeu” cada jogada. A atuação foi tão consistente que credencia Luciano a ganhar mais oportunidades com Dorival Júnior durante a temporada.

Ferreirinha, apesar de estar em uma fase ruim, ofereceu o seu melhor jogo em algum tempo. Menos incisivo do que de costume, o atacante acertou dribles diferentes dos habituais cortes para dentro. Participou bastante das ações, errou pouquíssimos passes, esteve presente nas triangulações e incomodou o rival. Não era o Ferreirinha em seu melhor, mas era muito melhor do que o que se vinha vendo dele nas últimas rodadas.

A defesa e o meio sob pressão

Rafael, no gol, fez boas intervenções, incluindo uma cara a cara com Vitor Roque. Não teve culpa em nenhum dos dois gols. Uma situação diferente enfrentou Jahnara, que demonstrou polivalência ao entrar como zagueiro e também atuar como lateral-direito, fazendo um jogo seguro apesar de ser superado pelo alto por Gustavo Gómez no lance do primeiro gol.

Welington foi bastante participativo no ataque, embora pouco incisivo em suas chegadas. Sofreu uma ultrapassagem no começo, mas se recuperou rapidamente. Após a expulsão de Osorio, virou zagueiro pela esquerda até o intervalo. No segundo tempo, viu o segundo gol sair justamente pelo seu lado — um passe impreciso de Pablo Maia que deixou Welington sozinho para marcar dois jogadores, sem conseguir fazer nada.

Djhordney entrou para o lugar de alguém que sentiu lesão e fez um jogo regular, oferecendo opção de jogo e melhorando a qualidade dos passes. Foi insuficiente, porém, para superar a desvantagem numérica. Um dos zagueiros que entrou para recompor o sistema defensivo cometeu erro no lance do gol, deixando Vitor Roque tomar sua frente e ganhar liberdade dentro da pequena área para marcar.

O ataque aquém

André Silva, o centroavante, correu muito, se movimentou, pressionou e tentou o pivô em diversas jogadas. Foram poucos, porém, os lances em que acertou a execução. A fase ruim que o atacante enfrenta se mostrou novamente. Teve uma das melhores chances do gol em rebote de cruzamento — bateu firme, mas a bola desviou e saiu ao lado do gol.

Um outro jogador entrou para dar mais movimentação ao ataque, mas não encontrou parceria para isso em um São Paulo que já havia perdido o ímpeto e jogava com um homem a menos.

O que fica da noite

Dorival Júnior assumiu responsabilidade pela derrota. Acreditava que poupar era a decisão certa, justificada pelo jogo importante da Copa Sul-Americana. A estratégia não era errada — o São Paulo vinha bem antes da expulsão. Mas o futebol é feito de margens pequenas. A falta de Osorio destruiu o plano. Os erros de Pablo Maia fecharam a porta para qualquer resposta.

Perguntas frequentes

Por que Dorival Júnior escalou um time reserva no clássico?

O técnico focava na Copa Sul-Americana e no confronto contra o Boca Juniors na terça-feira, por isso decidiu poupar jogadores no clássico do Brasileirão.

Qual foi o momento decisivo da partida?

A expulsão de Osorio no primeiro tempo desestruturou o São Paulo, que estava competindo de igual para igual até aquele momento e perdeu sua estratégia defensiva.

Quem cometeu os erros mais custosos para o São Paulo?

Osorio, ao errar o tempo de bola em carrinho e ser expulso, e Pablo Maia, que cometeu erros de passe na saída que resultaram nos gols do Palmeiras.

Written by
Thiago Venâncio

Thiago Venâncio acompanha a base e as categorias de formação do São Paulo, uma das mais tradicionais fábricas de craques do país. Escreve sobre os talentos que despontam em Cotia antes de chegarem ao profissional.