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Calleri chega a terceira suspensão em 2026 com 11 amarelos

Em resumo

  • Calleri recebeu terceiro amarelo contra o Internacional e desfalcará o clássico contra o Santos em 2 de outubro pelo Brasileirão
  • O atacante acumula 11 cartões amarelos em apenas 40 jogos em 2026, a maior média de cartões de sua carreira no São Paulo
  • Dorival Júnior reconhece a importância de Calleri e lamenta a falta de alternativas táticas que compensem sua ausência em jogos decisivos

Calleri recebeu novo amarelo contra o Internacional em duelo da 28ª rodada, acumulando assim seu terceiro cartão que resulta em suspensão automática. O centroavante argentino desfalcará o time na próxima apresentação importante: o clássico contra o Santos, marcado para 2 de outubro no Morumbis, válido pelo Campeonato Brasileiro. Trata-se da terceira vez no ano em que o capitão tricolor fica de fora por acúmulo de advertências.

Poucos dias antes, Calleri havia cumprido suspensão em outro compromisso de peso: a partida contra o Boca Juniors pelas semifinais da Copa Sul-Americana. Naquela terça-feira, o São Paulo apenas empatou em casa e foi eliminado da competição, perdendo uma oportunidade de avançar às decisões do torneio.

Terceiro amarelo coloca Calleri longe do clássico

O cartão recebido contra o Internacional marca a terceira vez que Calleri fica afastado em 2026 por acúmulo de advertências. Dorival Júnior expressou sua frustração com a situação em coletiva após a vitória sobre o time gaúcho.

O treinador questionou a necessidade do cartão, afirmando que “não sei havia sido um lance para esse tipo de cartão” e que “para mim, não foi uma jogada com esse movimento”. Mesmo assim, reconheceu a necessidade de adaptar o time: “Temos que encontrar um caminho novamente sem a presença dele”.

O clássico contra o Santos representa um momento crítico da temporada. A competição pelo título e pela permanência nas posições que garantem uma Libertadores deixa pouco espaço para folgas, e a ausência do camisa 9 em um confronto direto como esse complica ainda mais a situação do São Paulo.

Calleri lidera em amarelos com número alarmante

Estatísticas que preocupam em 2026

Calleri chegou aos 11 amarelos em 2026, liderando isoladamente o São Paulo nesse quesito. Para dimensionar a gravidade, Enzo Díaz, que já não integra mais o elenco tricolor, também acumulou 11 advertências — um indicativo de quanto o atacante está acima da média disciplinar do time.

O número de cartões em apenas 40 partidas impressiona quando comparado ao padrão do próprio Calleri. Em 2024, também recebeu 11 amarelos, porém distribuídos em 50 jogos. Essa diferença de dez partidas revela uma concentração muito maior de advertências neste ano.

A média de um cartão a cada 3,6 partidas coloca 2026 como o ano mais indisciplinado de Calleri desde que chegou ao São Paulo. Nunca havia apresentado uma proporção tão elevada de cartões em relação aos jogos disputados.

Contexto histórico e comparação

O maior volume absoluto de amarelos na carreira de Calleri no tricolor ocorreu em 2022, quando acumulou 14 advertências em 67 partidas, resultando em uma média menor: um cartão a cada 4,7 jogos. Mesmo com dois cartões a menos do que aquele ano, a eficiência em receber amarelos de Calleri cresceu significativamente.

Nos demais anos, o atacante manteve números mais comportados:

  • 2021: 2 amarelos em 16 jogos (média de um a cada 8 jogos)
  • 2023: 8 amarelos em 44 jogos (média de um a cada 5,5 jogos)
  • 2025: 2 amarelos em 18 jogos (média de um a cada 9 jogos)

A tendência demonstra que 2026 representa uma ruptura no padrão disciplinar do centroavante, seja por mudanças na arbitragem, alterações no próprio comportamento em campo ou uma combinação de fatores.

Impacto das suspensões em competições decisivas

A derrota na Copa Sul-Americana

A ausência de Calleri contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, deixou marcas profundas no desempenho do São Paulo. Dorival Júnior explicou em entrevista que o substituto escolhido, Gustavo Santana, carrega características diferentes. Enquanto Calleri é um centroavante tradicional, forte no jogo aéreo e na disputa da primeira bola, Santana não oferece as mesmas soluções.

“Muitas bolas alçadas, briga pela primeira e disputa pela segunda. Muitas bolas por cima e o Ryan teria dificuldade nisso. O mesmo aconteceu com Gustavo”, afirmou o treinador, reconhecendo que a equipe não encontrou sucesso tático sem seu camisa 9.

Essa falta de adaptação contribuiu para o empate em casa que eliminou o São Paulo de uma competição sul-americana, reforçando o quanto a presença de Calleri é essencial para o modelo ofensivo que Dorival construiu.

Preocupações no Brasileirão

No Brasileirão 2026, as suspensões de Calleri já custaram caro. Além do clássico contra o Santos que se aproxima, o atacante já ficou de fora em partida anterior contra o Fluminense, quando cumpriu suspensão automática pela acumulação de advertências.

Cada jogo sem Calleri coloca o São Paulo em desvantagem, especialmente contra adversários diretos ou em momentos cruciais da tabela. O ritmo de suspensões deixa claro que o padrão de indisciplina pode prejudicar ainda mais as ambições do time nas rodadas finais da competição.

Dorival Júnior preocupado com a situação

O técnico Dorival Júnior abordou a questão da indisciplina de Calleri de forma ponderada, mas firme. Reconheceu a importância do atleta para o projeto, mas também ressaltou a responsabilidade pessoal que um jogador daquela categoria carrega.

“Jogador da importância dele tem que ter consciência do que ele representa para nós, e tenho certeza que ele sabe disso”, disse em referência ao terceiro amarelo contra o Internacional. O treinador deixou claro que Calleri compreende o peso de suas ações no time, mas que erros continuam acontecendo.

A busca por alternativas segue necessária. Dorival mencionou interesse em contar com Djhordney na partida contra o Santos, tentando liberação do jovem volante que vinha ganhando espaço. A aposta em jogadores alternativos reflete a necessidade de reforçar o meio-campo e a criatividade ofensiva em momentos onde Calleri não está disponível.

Padrão preocupante em 2026

A sequência de suspensões levanta questões sobre disciplina e conscientização. Calleri já ficou fora contra o Fluminense, depois contra o Boca Juniors, e agora desfalcará o clássico contra o Santos. Três ausências por cartão vermelho ou acúmulo de amarelos em uma única temporada cria uma fragilidade que pode definir competições.

O atacante precisa reconhecer que sua presença em campo vale muito mais do que qualquer lance isolado que pudesse justificar uma advertência. Com 11 amarelos em 40 jogos, o recado foi dado — a mudança de comportamento é urgente se o São Paulo pretende manter as ambições intactas até o final da temporada.

Perguntas frequentes

Qual foi o terceiro amarelo de Calleri e quando ele volta a jogar?

Calleri recebeu o terceiro amarelo no jogo contra o Internacional na 28ª rodada do Brasileirão e desfalcará o São Paulo no clássico contra o Santos no dia 2 de outubro pelo Brasileirão.

Quantos amarelos Calleri já recebeu em 2026?

Calleri lidera o São Paulo com 11 cartões amarelos em 2026, distribuídos em 40 jogos, representando uma média de um cartão a cada 3,6 partidas.

Quantas suspensões Calleri já cumpriu em 2026?

Calleri já cumpriu três suspensões em 2026: contra o Fluminense pelo Brasileirão, contra o Boca Juniors na Copa Sul-Americana, e agora contra o Santos no clássico.

Written by
Camila Forlán

Camila Forlán é analista tática, especializada em decompor esquemas de jogo, variações de formação e o estilo de cada treinador que passa pelo Morumbi. Escreve com foco em dados e vídeo.