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São Paulo esgota laterais-direitos com chegada de Pedro Lima em 2026

Em resumo

  • Pedro Lima é o sexto lateral-direito utilizado pelo São Paulo em 2026, reforçando a instabilidade da posição.
  • Lucas Ramon foi titular em 28 de 41 partidas, mas uma lesão na panturrilha interrompeu sua sequência.
  • Maik foi afastado por Roger Machado por falta de dedicação nos treinamentos e depois emprestado ao Duklá.
  • Aurélio Buta jogou apenas três vezes antes de se lesionar no menisco do joelho direito e ser afastado indefinidamente.

A estreia de Pedro Lima contra o Internacional, no último sábado, marca mais um capítulo de uma história repleta de reviravoltas. Pedro é o sexto lateral-direito que o São Paulo escalou ao longo de 2026 — um número que evidencia não apenas a instabilidade tática de um setor crucial, mas também os desafios que o clube enfrenta na composição de seu elenco.

Uma posição sob pressão contínua

O lateral-direito se tornou um dos setores mais instáveis do São Paulo na temporada de 2026. A posição recebeu seis atletas diferentes ao longo do ano, refletindo tanto a dificuldade estrutural quanto os impasses pontuais com saúde e rendimento. Cédric, Maik, Lucas Ramon, Igor Felisberto, Aurélio Buta e Pedro Lima compõem essa lista de nomes que passaram pela função.

Os atletas que saíram

Dois dos seis laterais-direitos não estão mais à disposição. Maik deixou o clube emprestado ao Duklá, da Eslováquia, após ser afastado do grupo por avaliação técnica de Roger Machado, que considerava insuficiente a dedicação do lateral nos treinamentos. Cédric, por sua vez, treina separado do restante do elenco no CFA de Cotia, uma separação que ilustra a perda de confiança no lateral português que começou a temporada como titular. Ambos deixam quatro nomes para disputar a posição ou cobrir lacunas.

O ciclo de tentativas

A rotatividade não ocorreu por acaso. Cada lateral-direito chegou em um contexto específico: alguns como soluções iniciais, outros como alternativas a lesões, e um último como emergência da janela. O padrão revela um clube que, ao não conseguir estabelecer uma solução duradoura, segue buscando reforços sem conseguir consolidar nenhum deles.

Cédric e o início incerto

Cédric inaugurou 2026 como a escolha do São Paulo para o lateral-direito. O português chegava com a reputação de jogador experiente, alguém que supostamente traria estabilidade a um setor historicamente difícil de manter em nível. Foram apenas os primeiros quatro jogos.

O breve domínio

Os primeiros compromissos de 2026 tiveram Cédric na lateral direita. A transição foi rápida — Maik, jovem revelado pela base tricolor, ascendeu à titularidade após esse período inicial. Essa mudança marcou o ponto de não retorno para o português, que nunca mais conquistaria a confiança de forma consistente, apesar de oportunidades posteriores.

O retorno de emergência

Cédric reapareceu no campo quando Lucas Ramon foi acometido por uma lesão na panturrilha. O português assumiu a titularidade em um momento crítico: na eliminação da Copa do Brasil para o Juventude, partida que resultaria na demissão de Roger Machado. A oportunidade de retomar espaço não se converteu em continuidade. Desde então, não atuou mais.

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Maik e o afastamento precoce

Maik ocupou a lateral direita após os quatro primeiros jogos de 2026, herdando a posição de Cédric com a promessa de um jovem desenvolvido na base. Essa ascensão, porém, não durou o suficiente para consolidar-se. Roger Machado avaliou que o jovem lateral não se dedicava com o afinco necessário durante os trabalhos de campo e o afastou do grupo, posteriormente emprestando-o ao Duklá, da Eslováquia.

A breve titularidade

O tempo de Maik como titular foi marcado por inconsistência, levando o técnico a buscar alternativas. Quando o treinador poupou seus atletas principais contra o O’Higgins, pela Copa Sul-Americana, a escolha recaiu sobre Igor Felisberto, outro jovem do elenco que obteve sua única participação no ano naquela partida, em vez de retornar a Maik.

Lucas Ramon e a era de estabilidade interrompida

Se Cédric e Maik representavam duas tentativas que não vingaram, Lucas Ramon chegou com um histórico diferente. Recrutado do Mirassol, o lateral se estabeleceu como titular de forma mais consistente que seus antecessores, sugerindo, finalmente, a possibilidade de regularidade na posição.

Domínio e confiança

Lucas Ramon conquistou a lateral direita e a manteve como seu domínio. Em 41 partidas disputadas pelo São Paulo em 2026, Lucas foi titular em 28 delas — uma proporção que sugeria uma solidez que Cédric não ofereceu e que Maik não desenvolveu. Sua sequência de trabalho criou expectativa de continuidade.

A panturrilha e a ruptura

Um problema físico na panturrilha interrompeu a sequência de Lucas Ramon. A lesão abriu espaço para Cédric retornar, em um momento em que o lateral português já havia perdido muito de sua confiança. Porém, foi precisamente essa lesão que marcou o ponto de virada para novas contratações, sinalizando que o clube percebeu a necessidade de reforços na posição.

Aurélio Buta e o menisco que encerrou a tentativa

O São Paulo apostou em Aurélio Buta como reforço para a lateral direita. O português chegava como uma solução que supostamente consolidaria a posição, trazendo experiência e familiaridade com mercados europeus que o clube valida. A realidade foi bem diferente.

A contratação urgente

Aurélio Buta foi escalado em apenas três partidas pelo São Paulo. O tempo na posição foi suficiente para registrar seu nome nos registros do clube, mas insuficiente para estabelecer um padrão de desempenho ou uma sequência de trabalho.

O menisco sem retorno definido

Uma dor no menisco do joelho direito levou Buta ao Departamento Médico sem qualquer previsão de retorno. A lesão ocorreu logo após sua chegada, transformando o reforço em mais um nome aguardando recuperação, sem contribuição real à campanha. Essa sequência de problemas físicos — primeiro em Lucas Ramon, depois em Aurélio Buta — evidencia como o departamento médico se tornou um fator crítico na instabilidade da posição.

Pedro Lima como a sexta aposta

Com Lucas Ramon retornando parcialmente à disposição e Aurélio Buta afastado sem prazo definido, o São Paulo recorreu a uma nova contratação. Pedro Lima chegou por empréstimo até junho de 2027, uma movimentação que ocorreu no final da janela de transferências, indicando tratar-se de uma solução de emergência.

A estreia contra o Internacional

Pedro Lima foi escalado contra o Internacional no último sábado, marcando sua estreia pelo clube. O lateral português correspondeu no campo, apresentando um desempenho considerado bom. Sua chegada, contudo, reflete menos uma estratégia proativa de construção de longo prazo e mais uma resposta ao estado de instabilidade em que a posição se encontra.

As perspectivas incertas

O fato de o São Paulo ter necessitado de um sexto lateral-direito em uma única temporada não é apenas um número estatístico. Representa a dificuldade do clube em estabelecer uma solução duradoura, em consolidar uma escolha e em manter atletas disponíveis. A sequência de rotatividade — cada nome chegando e saindo por razões distintas — revela que a posição exigirá mais do que um novo nome para encontrar seu equilíbrio.

Perguntas frequentes

Quantos laterais-direitos o São Paulo usou em 2026?

Seis. São eles: Cédric, Maik, Lucas Ramon, Igor Felisberto, Aurélio Buta e Pedro Lima.

Por que Maik saiu do São Paulo?

Maik foi afastado por Roger Machado por falta de dedicação adequada nos treinamentos e posteriormente emprestado ao Duklá, da Eslováquia.

Como Pedro Lima chegou ao São Paulo?

Pedro Lima chegou por empréstimo até junho de 2027 após Aurélio Buta se lesionar no menisco do joelho direito, que ocorreu logo após sua chegada ao clube.

Written by
Marina Calábria

Marina Calábria é especialista em mercado da bola, cobrindo negociações, valores de contrato e a movimentação de empresários envolvendo o Tricolor Paulista. Já cobriu janelas de transferência na Europa e no Brasil.