Em resumo
- Aurélio Buta não tem previsão de retorno ao São Paulo por problema no menisco do joelho direito, e o clube discute entre cirurgia ou tratamento conservador.
- A lesão atual ressuscita memória de 2021, quando Buta foi afastado por 319 dias em cirurgia do menisco do mesmo joelho.
- O Panathinaikos reprovou Buta em exames em 2025 pelo histórico de lesão no menisco, mas o lateral negou problemas físicos naquela época.
Aurélio Buta não tem previsão de retorno aos gramados pelo São Paulo. O lateral-direito português enfrenta um problema no menisco do joelho direito que o impede de evoluir na recuperação e coloca em dúvida seu futuro próximo no clube. A situação gerou questionamentos internos sobre qual caminho seguir para resolver a questão.
O problema atual do menisco
Buta começou a sentir dores no joelho direito já nos primeiros dias no São Paulo. Os exames iniciais solicitados pelo departamento médico não apontaram uma lesão estrutural clara nas imagens, levando o clube a classificar publicamente o quadro como simples “dores no joelho”. Essa descrição vaga, porém, mascarava uma realidade bem mais preocupante.
Apuração posterior revelou que o problema real está no menisco — uma questão bem mais delicada do que a descrição inicial deixava transparecer. O menisco é uma estrutura crítica do joelho, responsável pela absorção de impactos e estabilização da articulação. Sua lesão exige intervenção clínica precisa e, frequentemente, prolongada recuperação.
O cenário se tornou ainda mais frustrante na semana anterior. Após um período de tratamento intra-CT, a comissão técnica liberou Buta para iniciar trabalhos no gramado — um sinal de que a recuperação progredira. Era um passo importante em direção ao retorno. Contudo, a esperança durou pouco: assim que intensificou suas atividades no gramado, voltou a sentir dores. O progresso desapareceu, forçando o retorno imediato aos trabalhos internos, mais controlados e de menor impacto físico.
Neste momento, o clube estuda diferentes cenários de abordagem para o problema. A definição entre uma intervenção cirúrgica ou um tratamento conservador segue em aberto, sem uma data clara para a decisão. Cada opção traz implicações distintas para o retorno e o desempenho futuro do lateral.
O fantasma de 2021
A cirurgia que afastou por 319 dias
O problema que Buta enfrenta agora reacende memórias de um episódio traumático em sua carreira. Em 2021, ele já havia passado por uma cirurgia no menisco desse mesmo joelho direito. A recuperação foi particularmente longa: o lateral ficou afastado dos gramados por nada menos que 319 dias — praticamente 11 meses de afastamento.
Reencontrar o futebol após quase um ano fora das competições é um desafio mental e físico imenso. Nem todos os jogadores conseguem recuperar seu patamar anterior após um afastamento dessa magnitude. No caso de Buta, porém, a volta pareceu ser bem-sucedida em um primeiro momento.
Apesar desse tempo considerável e do impacto que uma lesão meniscal pode ter, Buta conseguiu retomar sua carreira de forma bem-sucedida após o retorno de 2021. Entre 2021 e 2025 — um período de quatro anos — ele acumulou 102 jogos disputados. Essa estatística mostra que o lateral conseguiu se manter ativo e competitivo em sua volta.
Durante esse período de recuperação bem-sucedida, Buta passou por dois clubes europeus de relevância: Frankfurt, pela Alemanha, e Reims, pela França, somando quatro temporadas nesses dois clubes combinados. Esses não são destinos menores — ambos são agremiações com tradição e participação regular em competições europeias de destaque.
O aproveitamento após o retorno de 2021
Antes de chegar ao São Paulo em 2026, Buta estava no Copenhague, da Dinamarca. Sua experiência na equipe dinamarquesa pareceu consolidar seu retorno: disputou 13 partidas no decorrer de 2026, o que sugeria uma progressão constante e um atleta pronto para novos desafios. Nenhum sinal alertava para possíveis recaídas ou limitações físicas que pudessem prejudicar seu desempenho em uma nova instituição.
A chegada ao São Paulo, portanto, era vista como uma oportunidade de continuar sua trajetória de recuperação e contribuição em campo.
O episódio do Panathinaikos e as questões que não calam
O que aconteceu na Grécia em 2025
No fim de 2025, o Panathinaikos, da Grécia, demonstrou interesse em contratar Aurélio Buta. O lateral viajou para Atenas a fim de completar os testes médicos necessários para o acordo — uma etapa obrigatória e rotineira em qualquer transferência internacional. Porém, algo inesperado ocorreu: foi reprovado nos exames de avaliação médica.
A alegação dos gregos foi justamente relacionada ao joelho direito, especificamente ao histórico da cirurgia de menisco que ele havia realizado em 2021. Os médicos do Panathinaikos, ao revisar o histórico clínico e os exames de imagem, decidiram que o risco era demasiadamente alto para justificar o investimento na transferência. A falha no processo médico terminou o interesse do clube grego no jogador.
A negação de Buta sobre a reprovação
Quando apresentado oficialmente ao São Paulo, Buta foi questionado sobre o ocorrido na Grécia. Sua resposta procurou desmentir veementemente qualquer sugestão de que houvesse problema físico àquela época.
“Houve um interesse do Panathinaikos. Eu até cheguei lá, fiz os exames todos e nunca houve problema nenhum. Já faz quatro ou cinco anos que tive uma lesão no joelho. Eu tinha feito uma temporada regular, sem problema nenhum. Cheguei lá bem fisicamente, tudo estava bem”, afirmou o lateral em sua apresentação.
O português atribuiu a rejeição a um “desentendimento entre clubes” — uma explicação genérica que colocava a responsabilidade fora de seu controle e da questão médica. Reforçou ainda: “Creio que foi um desentendimento entre clubes, coisas que eu não posso controlar. Para deixar bem claro, eu estava bem fisicamente e isso são notícias falsas”.
A defesa veemente de Buta contra as alegações gregas revelava certa frustração com o episódio, que pode ter contribuído para seu questionamento maior sobre sua saúde física naquele momento.
A esperança de curta duração em São Paulo
Os primeiros passos no Tricolor
Buta chegou ao São Paulo com contrato até o meio de 2027, o que prometia uma permanência de duração relevante. Em suas primeiras semanas no clube paulista, participou de três partidas, totalizando 170 minutos em campo — um aproveitamento modesto, mas significativo para um novo jogador em processo de ambientação.
Nessas três aparições iniciais, atuou como titular em duas delas: nos confrontos contra o Bolívar e o Red Bull Bragantino. Essa presença na escalação titular sugeria que a comissão técnica confiava em suas capacidades e via potencial em sua contribuição.
A liberação seguida de regressão
A recuperação parecia estar no caminho certo até a semana anterior, quando a comissão técnica decidiu liberá-lo para retomar trabalhos no gramado. Era um sinal positivo e aguardado após um período de tratamento exclusivamente intra-CT. Para o jogador, representava um passo concreto em direção ao retorno pleno.
Porém, assim que intensificou suas atividades no gramado com maior carga de trabalho, voltou a sentir dores no joelho. O progresso que parecia consolidado desapareceu rapidamente, forçando um retorno imediato aos trabalhos internos de menor impacto. Esse ciclo de pequenas esperanças seguidas de frustrações se tornou o padrão depressivo de sua passagem até agora pelo Tricolor — um padrão que levanta questões sobre a viabilidade de seu retorno próximo.
O dilema do departamento médico
O clube permanece dividido sobre qual será a melhor abordagem para lidar com o menisco de Buta. Uma cirurgia resolveria a questão de forma mais definitiva, oferecendo um tratamento estrutural do problema. Contudo, implicaria num afastamento prolongado do gramado — semelhante aos 319 dias de sua primeira intervenção em 2021. Esse tempo fora de ação novamente seria um custo altíssimo para o lateral.
Um tratamento conservador, por outro lado, seria menos invasivo e manteria Buta mais próximo de uma possível retomada gradual. Mas deixaria em aberto a garantia de uma recuperação completa, com risco de novas regressões como as que vem experimentando.
A indefinição reflete a complexidade genuína do caso e a dificuldade real de encontrar uma solução rápida e eficaz para um problema que já marcou a carreira do português uma vez.
Impacto limitado até o momento
Desde que chegou ao São Paulo, Buta não conseguiu se estabelecer como uma opção regular e confiável na lateralidade direita. Com apenas três partidas em seu currículo tricolor e uma situação física agora claramente comprometida, sua contribuição aos objetivos do clube nesta temporada segue bastante limitada.
O contraste é notável quando se considera sua carreira anterior: o lateral que fez 102 jogos em quatro anos entre Frankfurt e Reims, consolidando uma volta bem-sucedida após cirurgia, vê sua participação no Tricolor marcada muito mais por indisponibilidade do que por impacto em campo. A esperança inicial na transferência para o Brasil transformou-se rapidamente em incerteza e frustração.
Perguntas frequentes
Qual é o problema de saúde de Aurélio Buta no São Paulo?
Aurélio Buta tem uma lesão no menisco do joelho direito. Embora os exames iniciais não tenham indicado claramente o problema, apurações revelaram que o menisco está comprometido. Neste momento, o clube estuda se a abordagem será cirúrgica ou conservadora.
Por que Buta foi reprovado nos exames do Panathinaikos?
O Panathinaikos, da Grécia, reprovou Buta em 2025 porque encontrou em seu histórico médico uma cirurgia no menisco realizada em 2021. Os gregos consideraram o risco muito alto para fazer o investimento na transferência. Porém, Buta negou que estivesse com problemas físicos naquela época, atribuindo a rejeição a um "desentendimento entre clubes".
Quantos jogos Buta disputou pelo São Paulo?
Aurélio Buta disputou apenas três partidas pelo São Paulo, totalizando 170 minutos em campo. Atuou como titular nos confrontos contra o Bolívar e o Red Bull Bragantino.