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Dorival muda zaga oito vezes para frear sequência de gols sofridos

Em resumo

  • São Paulo sofre gols há oito jogos seguidos, desde a vitória de 2 a 0 sobre Boston River em 26 de maio
  • Dorival usou sete zagueiros e testou seis formações diferentes na defesa nesse período conturbado
  • Arboleda lidera com cinco participações e retorna de lesão no adutor para o duelo contra Bragantino
  • Time não vence há dez rodadas e ocupa 13ª colocação, apenas três pontos acima do rebaixamento

O São Paulo enfrenta neste sábado o Red Bull Bragantino às 20h no Morumbis em uma partida que marca uma chance de interromper a pior sequência defensiva dos últimos meses da equipe. A defesa tricolor não sai de campo sem sofrer gols há oito partidas consecutivas, um jejum que começou logo após a vitória por 2 a 0 sobre o Boston River no dia 26 de maio pela Copa Sul-Americana. Durante esse período, dez gols foram vazados e o técnico Dorival Júnior testou diferentes formações na tentativa de recuperar a solidez defensiva que caracterizava o time no passado.

Oito jogos, dez gols e sete zagueiros em busca de solução

A sequência de partidas sem manter a defesa limpa representa uma das fases mais frágeis do São Paulo sob o comando de Dorival. Entre o final de maio e os jogos mais recentes, o time apresentou uma rotatividade intensa na zaga: sete jogadores foram utilizados, com apenas duas formações se repetindo entre as seis diferentes testadas pelo técnico. Essa falta de consistência na escalação defensiva aponta para a dificuldade em encontrar uma dupla confiável e resolutiva.

Arboleda lidera o número de participações nesse período conturbado, tendo atuado em cinco das oito partidas. Domingos Duarte, reforço que chegou durante a intertemporada no lugar de Alan Franco, acumula quatro presenças. Osorio participou de três jogos, enquanto Sabino esteve presente em duas partidas. Alan Franco, Tolói e Newton foram utilizados uma única vez cada. Os números refletem a dificuldade de Dorival em encontrar uma combinação efetiva na retaguarda, com cada jogador tendo uma oportunidade limitada de se estabelecer como titular.

A saída de Alan Franco e a chegada de Domingos Duarte

A reformulação na zaga foi provocada pela saída de Alan Franco durante a intertemporada, um processo que trouxe mudanças na dinâmica defensiva do São Paulo. Domingos Duarte chegou como reforço justamente para preencher essa lacuna, mas até agora a dupla não conseguiu se consolidar como uma solução definitiva. A falta de entrosamento entre defensores que não têm participações regulares prejudica a comunicação em campo, fundamental para uma defesa organizada.

A instabilidade nas combinações defensivas

Cada mudança na escalação força uma recomposição das dinâmicas defensivas, do posicionamento relativo entre os zagueiros e dos tempos de marcação. A falta de uma dupla titular consolidada cria problemas estruturais: os defensores precisam se comunicar constantemente, estabelecer uma hierarquia de cobertura e sincronizar seus movimentos. Com sete jogadores sendo utilizados em apenas oito partidas, essa sincronização se torna quase impossível de alcançar.

Arboleda como referência central

Apesar da rotatividade, Arboleda se estabeleceu como o zagueiro mais confiável para Dorival nessa sequência de dificuldades. Sua presença em cinco dos oito jogos mostra que o técnico o considera fundamental na zaga, mesmo que a proteção de gols não tenha acompanhado essa confiança. O equatoriano se torna, portanto, a peça-chave que Dorival espera consolidar na defesa nos próximos compromissos.

O retorno de Arboleda e a lesão no adutor

O zagueiro equatoriano foi desfalque nos dois últimos jogos do São Paulo por um edema no adutor esquerdo, uma lesão que o manteve fora dos treinos e das disputas recentes. Porém, ele se recuperou durante a semana, treinou normalmente com o grupo e está liberado para enfrentar o Bragantino no sábado. Sua volta representa um alívio para Dorival, que poderá contar com seu principal defensor após dois jogos de improviso.

Ao lado de Arboleda, deve atuar um entre Sabino ou Domingos Duarte, ambos titulares nas duas partidas mais recentes. A escolha de Dorival entre essas duas opções pode definir a estrutura defensiva, o sistema de posicionamento e até mesmo o tipo de pressão que o São Paulo exerce no campo. Sabino e Domingos Duarte apresentam características diferentes: enquanto um tem mais experiência, o outro pode trazer uma renovação na forma de jogar.

Esperança com a retomada de um líder defensivo

A volta de Arboleda é visto com otimismo no clube, pois remove uma incerteza que Dorival enfrentou nas últimas rodadas. O zagueiro é uma referência para os companheiros de zaga, aquele que comanda o setor defensivo com autoridade e experiência. Com mais dias de preparação durante a semana, Dorival terá a oportunidade de treinar a defesa com seu principal zagueiro disponível, o que pode traduzir em melhor entrosamento e comunicação em campo.

O contexto de crise no Brasileirão amplifica a urgência

A sequência de oito jogos sem limpar a defesa coincide exatamente com o momento mais difícil do São Paulo na competição nacional. O time não vence há dez rodadas consecutivas no Brasileirão e ocupa a 13ª colocação, apenas três pontos acima da zona de rebaixamento. A situação aumenta exponencialmente a pressão sobre Dorival não apenas para recuperar a defesa, mas para estruturar a equipe como um todo em busca de vitórias.

Os números defensivos refletem uma crise que vai além da zaga: eles evidenciam uma fragilidade geral que permeia o time. Se o São Paulo não conseguir vencer rapidamente, o risco de descer para a zona de rebaixamento se torna cada vez mais real. O Mirassol, primeiro clube fora da zona crítica, está apenas três pontos atrás, tornando a tarefa de recuperação imediata e premente.

Dorival abre espaço para a base e testa mudanças táticas

Apesar das dificuldades financeiras do clube e da dificuldade em trazer reforços do mercado externo, Dorival tem aberto espaço para jogadores da base de Cotia como alternativa de reformulação. O técnico compreende que, sem possibilidade de investimento pesado em contratações, a criatividade tática e a confiança em jovens talentos podem ser a solução para sair da crise. Alguns garotos da academia estão sendo testados como opção para a sequência da temporada, representando uma aposta no futuro e na capacidade dos atletas em desenvolvimento.

A estratégia de combinar mudanças pontuais na zaga com renovação via base de Cotia pode ser a saída que Dorival encontrou para sair da sequência defensiva negativa e retomar as vitórias no Brasileirão. O próximo compromisso contra o Bragantino será um teste decisivo para a viabilidade dessa abordagem e para a capacidade do time em reagir. Cada oportunidade se torna crucial quando um time está em zona de risco, e sábado pode marcar o início de uma recuperação que a torcida anseia.

Perguntas frequentes

Há quanto tempo São Paulo não limpa a defesa?

Desde 26 de maio de 2026, quando venceu o Boston River por 2 a 0 na Copa Sul-Americana. São oito jogos consecutivos sofrendo gols.

Quantos gols foram sofridos na sequência sem limpar?

Dez gols foram vazados nos oito jogos entre Brasileirão e Sul-Americana durante a sequência de fragilidade defensiva.

Qual zagueiro teve mais participações nessa sequência?

Arboleda foi o mais utilizado, com cinco das oito partidas. Domingos Duarte teve quatro participações e Osorio três.

Written by
Marina Calábria

Marina Calábria é especialista em mercado da bola, cobrindo negociações, valores de contrato e a movimentação de empresários envolvendo o Tricolor Paulista. Já cobriu janelas de transferência na Europa e no Brasil.