Em resumo
- O São Paulo retorna à final do Brasileirão Feminino após dois anos com a melhor campanha da primeira fase.
- Crivelari (33 anos) e Isa Guimarães (22 anos) formam dupla ofensiva com 13 gols no Campeonato Brasileiro.
- Tayla, aos 34 anos, assumiu a capitania na primeira temporada e lidera a melhor defesa da competição, com apenas 11 gols sofridos.
- O Tricolor venceu o primeiro jogo por 2 a 1 na Neo Química Arena e busca o título no Morumbis neste sábado.
O São Paulo retorna à final do Campeonato Brasileiro Feminino depois de dois anos. Sob o comando do técnico Thiago Viana, a equipe chegou à decisão como favorita, comprovada pela melhor campanha da primeira fase: 13 vitórias, dois empates, duas derrotas e 41 pontos. Neste sábado, às 16h30, o time enfrenta o Corinthians no Morumbis, em partida de volta, buscando confirmar a vantagem conquistada no jogo de ida.
No retorno à elite do futebol feminino brasileiro, o São Paulo se apoia em três pilares: artilharia que mistura experiência e juventude na dupla ofensiva, e defesa sólida liderada pela capitã. Os números da campanha corroboram essa força: 41 pontos, 13 vitórias e a confiança de quem venceu o clássico de ida por 2 a 1.
Crivelari: Rodou o Mundo, Voltou para Brilhar no São Paulo
Trajetória internacional e passagens pelo Brasil
Giovanna Crivelari é a experiência viva do São Paulo na final. Aos 33 anos, a atacante acumula passagens por diferentes continentes, resultado de uma carreira construída passo a passo desde sua revelação pelo Santos. Antes de chegar ao São Paulo para sua segunda temporada no clube, Crivelari passou por uma longa trajetória que inclui Foz Cataratas, São Caetano, Vitória das Tabocas, Kendermann, Napoli-SC, 3B da Amazônia, Corinthians e Flamengo — todos no Brasil.
Fora do país, sua busca por aperfeiçoamento a levou para três continentes. Crivelari atuou no Levante, da Espanha, no Hangzhou Greentown, da China, e no Gyeongju KHNP, da Coreia do Sul. Cada experiência adicionou à sua leitura de jogo e capacidade de decisão nos momentos críticos.
Consolidação no Tricolor após anos de aprendizado
Crivelari chegou ao São Paulo em 2025, iniciando sua segunda passagem pelo clube — a primeira havia sido em 2015. O retorno marca o ápice de uma carreira dedicada ao futebol profissional. A escolha do São Paulo para fechar a carreira em alta reflete tanto o reconhecimento do clube quanto a disposição da atacante em conquistar títulos em casa.
A temporada anterior no Tricolor, em 2024, já havia sido expressiva: 41 jogos e 14 gols. O desempenho a consolidou como uma opção confiável para as decisões.
Números que confirmam sua importância nesta temporada
Na atual campanha, Crivelari participou de 24 partidas e marcou nove gols no total, sendo sete deles no Campeonato Brasileiro. Esses números, ainda que menores que na temporada anterior, refletem sua importância estratégica em meio de competição mais acirrada. Juntamente com Isa Guimarães, soma 13 gols — a marca que consolida a dupla como principal arsenal do São Paulo.
No jogo de ida, contra o Corinthians, Crivelari respondeu à pressão inicial: após o Corinthians abrir o placar na Neo Química Arena, a atacante empatou a partida, dando esperança ao time visitante. Isa viraria o jogo no segundo tempo, em sequência que exemplifica a atuação da dupla ofensiva.
Isa Guimarães: A Formação que Virou Goleadora do Tricolor
Origem em Cotia e ascensão pela base
Isabelle Guimarães, conhecida como Isa, representa o caminho inverso de Crivelari. Aos 22 anos, ela é produto genuíno da formação do São Paulo — “Made in Cotia”, como descreve sua história. Chegou ao Tricolor em 2017 e passou por todas as categorias de base antes de ser promovida ao time profissional.
Seu trajeto na base foi metódico: cada categoria cumprida, cada posição consolidada, preparando-a para o momento de sua ascensão. A paciência em sua formação reflete a filosofia do São Paulo de investimento em jovens talentos.
Consolidação no profissional desde 2023
Isa integra o elenco profissional desde 2023, ano em que começou a ganhar oportunidades regulares. Seu primeiro ano completo no profissional foi 2025, quando disputou 40 partidas e marcou oito gols — a melhor campanha individual de sua carreira até então.
A atual temporada já aponta continuidade: 25 jogos e seis gols, todos marcados no Campeonato Brasileiro. Seus números, embora menores que os de 2025, mostram consistência em uma competição mais disputada.
O protagonismo na decisão
Na final, Isa é a juventude que complementa a experiência de Crivelari. Neste sábado, aos 22 anos, ela terá a chance de conquistar seu primeiro título nacional, consolidando a trajetória ascendente que começou na base. No jogo de ida, foi decisiva: virou o resultado para o São Paulo com seu gol no segundo tempo, marcando a diferença em um clássico cerrado.

Tayla: A Segurança Defensiva que Equilibra o Elenco
Liderança na primeira temporada e capitania
Tayla assumiu a braçadeira de capitã na primeira temporada no São Paulo, prova da confiança imediata do técnico Thiago Viana. Aos 34 anos, a zagueira traz uma autoridade inata ao vestiário, construída por uma carreira longa e vitoriosa.
Sua capacidade de liderança ultrapassa o campo: nas coletivas de imprensa, Tayla representa o peso tático e emocional do time feminino do Tricolor.
Carreira rodada por continentes
Revelada pelo Santos, assim como Crivelari, Tayla também rodou o Brasil antes de chegar ao São Paulo. Passou por Foz Cataratas, Ferroviária, Centro Olímpico, Iranduba e Grêmio. Sua maior realização fora do país foi no Benfica, de Portugal, onde conquistou a Taça de Portugal Feminina na temporada 2018/19.
O currículo internacional de Tayla, embora focado na defesa, é tão vasto quanto o de Crivelari — prova de que a experiência é um valor que o São Paulo prioriza.
A melhor defesa do Brasileirão
Nesta temporada, Tayla participou de 26 jogos. Seu desempenho defensivo é evidência do equilíbrio que traz ao elenco: o São Paulo terminou a primeira fase do Campeonato Brasileiro com a melhor defesa, ao lado do Palmeiras, sofrendo apenas 11 gols em toda a campanha.
Números defensivos são frequentemente invisíveis, mas determinantes. A consistência de Tayla permitiu que o time trabalhasse sem sobressaltos táticos, concentrando esforços ofensivos.
Jogo de Ida e Caminho até a Decisão
Vitória convincente na casa rival
O São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1, no estádio do rival, na Neo Química Arena. Não foi uma vitória simples: o Corinthians saiu na frente do placar, obrigando o São Paulo a reagir. Crivelari empatou e Isa virou, em sequência que demonstrou resiliência e capacidade de recuperação da equipe.
Vencer em casa rival, em um jogo de ida de final, é prognóstico favorável. A vantagem de um gol em casa permite que o São Paulo jogue com tranquilidade relativa no Morumbis neste sábado.
A decisão no Tricolor
O Morumbis será palco da definição neste sábado, às 16h30. Um gol de diferença exigirá eficiência ofensiva do Corinthians ou uma queda nas defesas do São Paulo — cenários que a campanha da primeira fase não apontam como prováveis. O técnico Thiago Viana terá à disposição os mesmos pilares que conduziram o time à final: Crivelari e Isa no ataque, Tayla coordenando a defesa.
A volta ao título nacional passa pela consolidação do que o São Paulo construiu em 13 vitórias, 41 pontos e uma campanha de experiência, juventude e eficiência.
Fonte: ge > são paulo
Perguntas frequentes
Quem são os pilares do São Paulo na final do Brasileirão Feminino?
Crivelari (33 anos) e Isa Guimarães (22 anos) formam a dupla ofensiva com 13 gols juntas no Campeonato Brasileiro; Tayla (34 anos), capitã, comanda a melhor defesa da competição com apenas 11 gols sofridos.
Qual foi o resultado do jogo de ida da final?
São Paulo venceu por 2 a 1 no estádio do Corinthians. Crivelari empatou após o rival abrir o placar, e Isa virou a partida no segundo tempo.
Quando e onde é a final do Brasileirão Feminino?
Neste sábado, às 16h30 (de Brasília), no Morumbis, em partida de volta da final entre São Paulo e Corinthians.