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Calleri reencontra Boca após 11 anos como capitão do São Paulo

Em resumo

  • Jonathan Calleri reencontra o Boca Juniors após 11 anos nas quartas da Copa Sudamericana como capitão do São Paulo.
  • O centroavante conquistou seus primeiros títulos profissionais pelo Boca em 2015 (Copa Argentina e Campeonato Argentino) em uma única temporada com 59 jogos e 23 gols.
  • Calleri retornou definitivamente ao São Paulo em 2021 e renovou contrato até 2028, consolidando-se como ídolo tricolor.
  • Última vez que São Paulo e Boca se enfrentaram foi há 19 anos, em 2007, quando os brasileiros se classificaram pelo critério de gol fora de casa.

Jonathan Calleri está prestes a viver um momento único em sua carreira profissional. Capitão do São Paulo, o centroavante argentino enfrentará o Boca Juniors nas quartas de final da Copa Sudamericana, reencontrando seu ex-clube após 11 anos de afastamento. Para o jogador que consolidou sua importância internacional justamente na Bombonera, o retorno será repleto de significado pessoal e emocional, marcando um encontro com seu próprio passado.

A Revelação no Boca Juniors

Calleri iniciou sua carreira profissional no All Boys, também da Argentina, mas foi no Boca Juniors que verdadeiramente ganhou destaque no futebol mundial. Em sua única temporada no gigante argentino, o centroavante disputou 59 jogos, fez 23 gols e deu uma assistência. Os números impressionavam, mas o que realmente marcou sua passagem pelo clube foi a conquista de títulos que ficaram para a história de sua carreira.

Em 2015, Calleri conquistou seus primeiros títulos como profissional: a Copa Argentina e o Campeonato Argentino. Naquele momento, o jogador chamava atenção não apenas do futebol argentino, mas também de olheiros europeus e sul-americanos que acompanhavam o desempenho do talentoso centroavante. O brilho na Bombonera foi decisivo para sua evolução nas próximas etapas da carreira internacional.

A Porta de Saída para a Europa

O desempenho expressivo no Boca abriu as portas para uma trajetória ambiciosa pela Europa. Um grupo de empresários vislumbrou em Calleri um potencial de mercado e o levou ao Deportivo Maldonado, do Uruguai, como ponte para novos desafios. Em 2016, o São Paulo contratou o centroavante argentino, investindo pouco mais de R$ 37 milhões na operação que promete transformar seu elenco ofensivo.

Porém, a permanência inicial em terras paulistas seria breve. Calleri rumou para a Inglaterra ao ser emprestado ao West Ham, iniciando uma jornada por diversos clubes europeus. A Espanha tornou-se seu principal destino durante anos subsequentes, com passagens por Las Palmas, Alavés, Espanyol e Osasuna. O centroavante buscava se consolidar entre os melhores e conquistar minutos regulares em competições de alto nível.

O Retorno Definitivo ao Brasil

Consolidação e Títulos no Tricolor

Calleri retornou ao São Paulo em 2021, após sua extensa passagem pela Europa. Desta vez, a permanência seria definitiva e transformadora. Diferentemente da primeira experiência, o centroavante argentino conseguiu se adaptar plenamente ao futebol brasileiro e conquistar seu espaço de forma indisputável no elenco tricolor.

O jogador conquistou dois títulos importantes pela instituição: a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil. Sua importância no elenco cresceu exponencialmente ao longo dos anos, consolidando-o como uma figura central no projeto ofensivo do clube. Prova de sua relevância foi a renovação contratual ocorrida na semana anterior à classificação sobre o Bolívar, quando Calleri estendeu seu vínculo até o fim de 2028, com possibilidade de extensão até 2029.

Identidade São-Paulina Consolidada

A transformação de Calleri não foi apenas tática ou profissional, mas fundamentalmente emocional. “Eu sou torcedor são-paulino, vivo essa história há dez anos. Sou muito feliz aqui, renovei por mais dois anos. Espero ficar aqui todo o tempo possível, pois é minha casa”, declarou o centroavante em entrevista após a classificação sobre o Bolívar. As palavras do capitão refletem uma transformação profunda: o argentino que chegou como estrangeiro agora se vê como parte inseparável da história tricolor.

Sobre o reencontro com seu antigo clube, Calleri demonstrou tanto emoção quanto determinação. “Vai ser bem especial, toda minha família vai estar lá. Muitos amigos. Vamos brigar para ganhar lá e decidir aqui. Vai ser um jogo difícil, eles têm um bom time e um bom treinador. Vamos brigar pela classificação”, completou o capitão, demonstrando que a Bombonera, apesar de seu passado, agora representa apenas um adversário a ser superado.

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O Histórico Entre os Clubes

O Último Encontro: Há 19 Anos

São Paulo e Boca Juniors não se enfrentam há 19 anos. O último encontro ocorreu em 2007, também pela Copa Sudamericana, mas nas oitavas de final da competição. Naquela ocasião distante, os brasileiros demonstraram superioridade em uma série emocionante que poderia ter terminado de forma diferente.

O duelo de ida terminou em derrota para o tricolor: 2 a 1 na Bombonera. Porém, em casa, no Morumbis, o São Paulo venceu por 1 a 0, invertendo completamente o resultado. Com a vigência do critério de gol fora de casa como desempate à época, os paulistas se classificaram para as quartas de final. Contudo, o avanço não foi definitivo para conquistas maiores, pois na fase seguinte o clube foi eliminado pelo Millonarios, da Colômbia, encerrando sua campanha naquele ano.

O Retorno à Bombonera com Status Diferente

Calleri nunca havia jogado pela Bombonera desde sua saída do futebol argentino em 2015. Sua extensiva passagem pela Europa, apesar de incluir empréstimos em clubes respeitáveis da Espanha e da Inglaterra, nunca o levou de volta ao estádio onde se tornou profissional de destaque. Agora, aos 32 anos, o capitão tricolor enfrentará o desafio de voltar como adversário de seu antigo clube, em circunstâncias completamente distintas.

A Bombonera é reconhecida mundialmente por seu ambiente intimidador e pelo fervor de sua torcida. Calleri conhece bem esse aspecto, tendo experimentado pessoalmente o apoio apaixonado dos boquenses durante sua única temporada. Retornar como capitão do São Paulo, adversário direto em uma competição importante, representa um momento de transição simbólica em sua carreira: de jogador revelado pelo Boca a ídolo consolidado do São Paulo.

Perspectivas para o Confronto Iminente

O São Paulo chegou às quartas de final da Copa Sudamericana após superar o Bolívar na rodada anterior. A classificação foi selada com vitória convincente de 3 a 1 no Morumbis, em jogo de volta das oitavas de final. Relevante destacar que o time tricolor, que não vencia há seis jogos consecutivos antes desse confronto, recuperou seu desempenho ofensivo de forma expressiva na partida contra o time boliviano.

Calleri foi um dos destaques indiscutíveis da vitória. Seu envolvimento ofensivo e a capacidade de finalização demonstram que o centroavante segue em bom nível técnico e físico. A renovação contratual até 2028, com possibilidade de extensão até 2029, reflete a confiança do clube em manter o capitão como peça fundamental nos próximos anos. Para Calleri, o confronto com o Boca é aguardado não apenas pelo valor esportivo, mas pela narrativa pessoal que envolve sua trajetória. É a chance de demonstrar, em casa, quanto cresceu desde que deixou a Bombonera há 11 anos.

Perguntas frequentes

Por quanto tempo Calleri esteve afastado do Boca Juniors?

11 anos. O centroavante deixou o clube argentino após sua única temporada em 2015 e agora o enfrenta como capitão do São Paulo.

Quantos gols Calleri marcou pelo Boca Juniors?

23 gols em 59 jogos disputados. Calleri atuou apenas uma temporada pelo clube argentino, conquistando a Copa Argentina e o Campeonato Argentino em 2015.

Quando foi o último confronto entre São Paulo e Boca Juniors?

Em 2007, há 19 anos, pelas oitavas de final da Copa Sudamericana. O São Paulo perdeu por 2 a 1 na Bombonera e venceu por 1 a 0 no Morumbis, se classificando pelo critério de gol fora de casa.

Written by
Marina Calábria

Marina Calábria é especialista em mercado da bola, cobrindo negociações, valores de contrato e a movimentação de empresários envolvendo o Tricolor Paulista. Já cobriu janelas de transferência na Europa e no Brasil.