Em resumo
- Gustavo Santana marcou e se tornou o 39º jogador diferente escalado como titular pelo São Paulo em 2026.
- Pedro Ferreira é quem mais aguarda titularidade entre os quatro em suspenso, com 28 relacionamentos e apenas 125 minutos em campo profissional.
- Dez titulares que integraram o elenco já deixaram o clube ou foram afastados dos planos de Dorival Júnior em 2026.
- O São Paulo enfrenta Atlético-MG no sábado com seis jogadores pendurados, incluindo Calleri, que podem desfalcar o clássico contra Palmeiras.
Gustavo Santana se incorporou a um seleto grupo ao ser escalado como titular no último sábado contra o Red Bull Bragantino. Seu gol que definiu a vitória por 2 a 1 o coloca não apenas entre os 39 jogadores diferentes utilizados como titulares pelo São Paulo em 2026, mas também entre aqueles que imediatamente legitimaram seu espaço através de contribuição direta. O jovem atacante chega como bom exemplo de como Dorival Júnior tem aberto oportunidades para a base em um elenco que atravessa reconstrução.
Mas nem toda promoção da base para o time profissional ganha tração imediata. Dos atletas que seguem relacionados e disponíveis para o técnico, apenas quatro ainda aguardam sua primeira titularidade: o zagueiro Isac, o meia Pedro Ferreira e os atacantes Tete e Ryan Francisco. Cada um deles representa um diferente estágio de maturação e perspectiva dentro do projeto de Dorival.
Quem Aguarda Oportunidade Entre os Profissionais
Pedro Ferreira: Relacionamentos Sem Titularidade
Pedro Ferreira tornou-se o exemplo vivo da diferença entre estar à disposição e efetivamente ganhar sequência. O meia acumula 28 relacionamentos em 2026 — cifra que demonstra confiança recorrente do técnico — mas sua participação ocorreu apenas em nove partidas, totalizando 125 minutos em campo. Uma assistência é seu único registro de contribuição direta no profissional.
O contraste com seu desempenho nas categorias de base é notável. Pelo sub-20 nesta temporada, foram 15 partidas com dois gols e cinco assistências. A capacidade ofensiva que demonstra entre os mais jovens não encontrou ainda transposição para o time principal, sugerindo que desafios táticos, competição por posição ou simples falta de ritmo possam estar limitando sua evolução.
Tete: Minutos Acumulados Sem Participação em Gol
Tete segue uma trajetória similar em termos de acesso limitado. O atacante foi relacionado 18 vezes e entrou como substituto em sete dessas ocasiões, acumulando os mesmos 125 minutos de Pedro Ferreira mas sem qualquer participação direta em gol. Sua presença no banco aparenta estar ligada a um projeto de adaptação que ainda não se cristalizou.
Pelos números da base, a história é diversa. Com 20 partidas pelo sub-20, marcou quatro gols e três assistências, sinalizando que a capacidade técnica existe — a dificuldade reside em traduzir isso quando vestindo a camisa profissional, possivelmente devido à aceleração do jogo, marcação mais firme ou seleção menos generosa de oportunidades.
Ryan Francisco: Da Copinha à Marginalização
Ryan Francisco, destaque da Copinha de 2025, experimentou projeção bem mais reduzida no profissional. Apenas três relacionamentos e uma entrada em campo de 12 minutos. A explosão de Gustavo Santana na última semana tornou sua posição ainda mais delicada dentro da hierarquia ofensiva, em um momento em que havia sinal de progressão tangível.
A inserção de Gustavo não representa simplesmente adição de um jogador, mas reorganização de prioridades. Quando um título como Copinha perde importância relativa frente a desempenho imediato no profissional, jovens atletas como Ryan enfrentam pressão adicional para se destacar em oportunidades escassas.
Isac: A Defesa Como Contexto
Isac permanece em circunstância única entre os quatro. O zagueiro de 20 anos foi relacionado apenas duas vezes, ambas em períodos de crise defensiva anterior à chegada do reforço Domingos Duarte. Com a questão estrutural na zaga resolvida, a probabilidade de Isac conquistar sequência em 2026 é praticamente inexistente.
Seu caso ilustra como circunstâncias externas ao desempenho individual — neste caso, a chegada de um reforço específico — podem relegar um jogador à irrelevância competitiva. Ao contrário dos três ofensivos que aguardam chance através de mérito, Isac aguarda uma conjuntura que possivelmente não virá em 2026.
O Fluxo Contínuo de Movimentações
Os 39 titularidades diferentes representam apenas parte do movimento do elenco durante 2026. Dez jogadores que integraram o time inicial em algum momento já deixaram o clube ou foram afastados dos planos de Dorival Júnior:
- Cédric
- Maik
- Enzo Díaz
- Dória
- Alan Franco
- Ferraresi
- Luan
- Negrucci
- Alisson
- Tapia
Adicionam-se a este número quatro atletas que foram relacionados mas nunca escalados como titulares e igualmente deixaram o projeto:
- Young
- Moreira
- Hugo
- Paulinho
Ao todo, 47 jogadores diferentes foram relacionados em 2026, demonstrando amplitude tanto do elenco quanto da disposição em experimentar continuamente diferentes formações.
Gustavo Santana Como Ponto de Inflexão
A titularidade e gol de Gustavo Santana no fim de semana não constituem evento isolado. Sua promoção consolida um espaço que havia sido testado e validado, deixando Ryan Francisco numa posição ainda mais marginalizada na competição por posições ofensivas. Quando um jogador entra e marca na primeira chance, a hierarquia se redefine rapidamente.
O impacto transcende números. Gustavo representa um exemplo de como a abertura oferecida por Dorival pode resultar em identificação de talento — mas também ilustra como essa mesma abertura cria dinâmicas de exclusão para aqueles que não conquistam seu momento.
O Desafio de Dorival Júnior Neste Estágio da Temporada
Utilizar 39 titularidades diferentes em um único ano reflete decisões conscientes do técnico em equilibrar competição imediata com desenvolvimento de base. O Tricolor não enfrenta apenas dificuldades competitivas — busca também identificar peças que integrem um projeto de médio prazo enquanto compete em Brasileirão, Sul-Americana e outros compromissos.
Essa estratégia produz resultados como Gustavo Santana, mas deixa em suspenso jogadores que, pelo volume de relacionamentos, demonstram confiança, mas carecem de sequência concreta. Pedro Ferreira é o caso mais emblemático dessa contradição.
Próxima Etapa: Atlético-MG no Sábado
O São Paulo receberá o Atlético-MG neste sábado, às 18h30, no Morumbis, em partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão. O Tricolor encontra-se na 11ª colocação com 30 pontos, enquanto o time mineiro ocupa oitavo lugar com 36 pontos. O confronto adquire importância tanto por questões classificatórias quanto por contexto tático imediato.
Dorival deve considerar não apenas a vitória mas também o risco de suspensão. Seis atletas permanecem pendurados, incluindo Calleri, figura de relevo que poderia desfalcar o clássico contra Palmeiras caso receba amarelo. O equilíbrio entre ganhar pontos e preservar elenco condiciona as decisões de escala e substituições.
Perguntas frequentes
Quantos titulares diferentes o São Paulo usou em 2026?
O São Paulo utilizou 39 jogadores diferentes como titulares em 2026. Gustavo Santana se tornou o 39º ao ser escalado contra o Red Bull Bragantino, onde marcou na vitória por 2 a 1.
Quem são os quatro jogadores que ainda não foram titulares em 2026?
São eles: o zagueiro Isac, o meia Pedro Ferreira e os atacantes Tete e Ryan Francisco. Todos foram relacionados para o profissional mas seguem à espera de sua primeira oportunidade como titulares.
Por que Pedro Ferreira é destaque entre os que aguardam titularidade?
Porque foi relacionado 28 vezes em 2026 e entrou em nove partidas, acumulando 125 minutos e uma assistência. Demonstra confiança recorrente de Dorival, mas ainda sem sequência concreta, apesar de seus números na base: 15 partidas, dois gols e cinco assistências pelo sub-20.