Carregando...

São Paulo mantém terceira melhor defesa do Brasileirão apesar de 18 defensores

Em resumo

  • São Paulo tem a terceira melhor defesa do Brasileirão com 35 gols sofridos em 31 partidas, atrás apenas de Palmeiras (22) e Flamengo (25).
  • O time utilizou 18 defensores diferentes entre zagueiros e laterais, além de três técnicos no comando: Crespo, Roger Machado e Dorival Júnior.
  • Dorival Júnior mudou a formação para 3-5-2 com três zagueiros, apresentando média defensiva de 1,13 gols por jogo, superior a Roger Machado (1,27).
  • Próximo jogo é contra o Mirassol no sábado, às 16h30, pela 32ª rodada do Brasileirão.

O São Paulo consolidou-se como uma das melhores defesas do Brasileirão 2026 ao sofrer apenas 35 gols em 31 partidas, ocupando a terceira posição entre os times que menos vazam na competição. O feito impressiona porque se deu em meio a uma rotatividade sem precedentes no setor defensivo, com 18 jogadores diferentes acionados entre zagueiros e laterais ao longo da temporada. Segundo ge > são paulo, essa estabilidade defensiva se mantém apesar das trocas constantes no comando técnico e nas escalações.

Melhores defesas do Brasileirão e a posição do Tricolor

O Palmeiras lidera o quesito defensivo com apenas 22 gols sofridos, enquanto o Flamengo aparece em segundo lugar com 25 gols vazados. O São Paulo divide a terceira colocação com o Atlético-MG, que também sofreu 35 gols, porém o time mineiro ocupa o sexto lugar na tabela geral. A discrepância entre a posição defensiva e a classificação reflete as dificuldades do Tricolor em outros aspectos da competição.

A rotatividade extrema na defesa

Os oito zagueiros que passaram pelo São Paulo

Crespo, Roger Machado e Dorival Júnior dividiram o comando técnico do São Paulo em 2026, além de Milton Cruz que dirigiu a equipe em uma partida de forma interina. A sequência de trocas no banco de reservas se refletiu diretamente nas mudanças de escalação. Na zaga, oito zagueiros foram utilizados durante a competição: Ferraresi, Dória e Alan Franco já não fazem parte do elenco, enquanto Tolói, Sabino, Arboleda, Osorio e Domingos Duarte seguem no clube. O português Domingos Duarte encontra-se fora de ação desde setembro devido a uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito. Isac, formado nas categorias de base, chegou a ser relacionado mas nunca entrou em campo.

A instabilidade nas laterais

O caos foi ainda maior nas laterais, posição onde 11 jogadores foram relacionados e dez efetivamente utilizados durante o Brasileirão. Enzo, Maik, Cédric e Moreira deixaram de estar à disposição, enquanto Felisberto, Buta, Lucas Ramon, Pedro Lima, Wendell, Nicolas e Iago integraram as opções do setor ao longo da temporada. A quantidade de nomes diferentes reflete não apenas as lesões e vendas, mas também a dificuldade em estabelecer um padrão ofensivo e defensivo nas laterais.

Mudanças até na meta

Até o gol não escapou das reviravoltas. Rafael, o titular tradicional, desfalcou a equipe em três partidas, oportunidade que Carlos Coronel aproveitou para ganhar minutos na competição. Apesar da ausência pontual do goleiro titular, a defesa manteve sua solidez.

As três épocas defensivas do Brasileirão

A performance defensiva variou conforme o técnico à frente. Crespo apresentou a melhor média defensiva entre os três treinadores: apenas dois gols sofridos em quatro jogos, o que resulta em 0,5 gols por partida. Dorival Júnior, que chegou posteriormente, totalizou 17 gols sofridos em 15 partidas (média de 1,13 por jogo), enquanto Roger Machado concedeu 14 gols em 11 encontros (1,27 por partida). Na partida sob direção de Milton Cruz, o time vazou duas vezes, indicando que mesmo em passagens breves, as métricas refletem a transição entre equipes técnicas.

A virada tática de Dorival

Dorival Júnior implementou uma mudança estrutural significativa na defesa do São Paulo. Diferentemente de seus antecessores, que prioritariamente escalavam quatro defensores, o treinador adotou uma formação com três zagueiros no esquema 3-5-2. Essa modificação não apenas alterou a disposição em campo, como também impactou a dinâmica defensiva do time. Na vitória contra o Vasco pela última rodada, o Tricolor entrou em campo com Arboleda, Tolói e Newton, sendo este último um volante improvisado na zaga. A adaptação de Newton ao setor defensivo gerou elogios, conforme apurado pela cobertura da fonte, sugerindo que a flexibilidade táctica permitiu que jogadores de formação diferente contribuíssem para a solidez defensiva.

O contexto maior da campanha do São Paulo

Com 42 pontos após duas vitórias consecutivas, o Tricolor se posiciona mais próximo do G-4 do que da zona de rebaixamento. A terceira melhor defesa do Brasileirão é um dos pilares dessa recuperação, ainda que a equipe permaneça em nono lugar na classificação. O próximo compromisso marca a 32ª rodada, quando o São Paulo enfrenta o Mirassol no sábado, às 16h30, no Maião, no interior paulista. O resultado desse confronto pode definir se a solidez defensiva conquistada ao longo de tantas mudanças translada-se em uma campanha mais consistente na reta final do campeonato.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Qual é a posição defensiva do São Paulo no Brasileirão?

O São Paulo ocupa a terceira colocação em defesa ao lado do Atlético-MG, tendo sofrido 35 gols. Apenas Palmeiras (22 gols) e Flamengo (25 gols) têm defesas melhores.

Quantos defensores diferentes o São Paulo utilizou em 2026?

Foram 18 jogadores diferentes entre zagueiros e laterais. Na zaga, oito zagueiros entraram em campo, enquanto nas laterais foram 11 jogadores relacionados e dez utilizados.

Qual foi a mudança tática implementada por Dorival Júnior?

Dorival adotou a formação 3-5-2 com três zagueiros, diferentemente de seus antecessores que utilizavam quatro defensores. Na vitória contra o Vasco, escalou Arboleda, Tolói e Newton, volante improvisado na zaga.

Written by
Ricardo Bittencourt

Ricardo Bittencourt cobre o São Paulo FC há mais de quinze anos, com foco em bastidores do clube e decisões da diretoria. Acompanha de perto o dia a dia do CT da Barra Funda e as movimentações que antecedem cada janela de transferências.