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Dorival quer continuar no São Paulo em 2025, mas eleições definem tudo

Em resumo

  • Dorival tem contrato até final de 2024 e quer renovar para 2025, mas eleições presidenciais em dezembro criarão incerteza sobre seu futuro.
  • Nos bastidores, treinador já sinaliza intenção clara de continuar e começa a debater planos para próxima temporada, mesmo mantendo cautela em declarações públicas.
  • São Paulo conquistou duas vitórias consecutivas, subiu para 8º lugar e está a dez pontos do Z-4, com retorno de Lucas, Luciano e Calleri e perspectiva de Libertadores.

Dorival Júnior evita fazer afirmações públicas sobre sua permanência no São Paulo além de 2024, mas conversas privadas revelam intenção clara: ele deseja continuar no comando tricolor na próxima temporada. Com contrato apenas até o final deste ano, o técnico tem adotado cautela nas declarações públicas, especialmente diante do cenário de incerteza que rodeia as eleições presidenciais do clube marcadas para dezembro. Nos bastidores, porém, segundo apurou o ge, Dorival já deixa clara sua disposição em prosseguir, inclusive começando a debater planos para 2025.

A postura pública do treinador evoluiu ligeiramente conforme as circunstâncias mudaram. No início de outubro, quando questionado pela primeira vez sobre o tema, Dorival adotou uma postura mais neutra, argumentando que seria necessário primeiro entender se o futuro administrador do clube desejaria sua permanência. Porém, após a vitória contra o Vasco no último sábado, o tom mudou. Sem fazer promessas, o treinador sinalizou maior abertura em relação ao tema, indicando disposição de conversar sobre a continuidade quando o momento fosse apropriado.

Financeiro não é obstáculo

A questão salarial, que historicamente funciona como empecilho em negociações de contrato no futebol, não parece representar dificuldade para um possível acordo futuro. Dorival fez questão de reforçar que quando chegou ao São Paulo há alguns meses, estava preparado para fazer concessões financeiras a fim de viabilizar sua contratação. Na ocasião, segundo declarou, abriu mão de valores para chegar a um entendimento com a administração anterior.

Ao ser questionado especificamente se valores salariais poderiam atrapalhar sua permanência, o técnico respondeu: “Esse (financeiro) não foi o problema para que eu pudesse estar aqui hoje. Conversei bem conversado e tudo que foi possível fazer, aconteceu. No momento certo, as pessoas vão conversar caso exista interesse.” A colocação deixa implícito que Dorival está disposto a negociar novamente, caso exista interesse mútuo em manter o vínculo.

O fator eleitoral como incógnita

Qualquer definição concreta sobre o futuro de Dorival Júnior depende diretamente do resultado das eleições presidenciais do São Paulo. Marcada para a primeira quinzena de dezembro, a disputa ainda não tem todos os candidatos confirmados formalmente. Até o momento, apenas Marcelo Portugal Gouvêa Filho, na posição de oposicionista, anunciou sua candidatura oficialmente. A administração atual, por sua vez, ainda não definiu o nome que representará o grupo no poder, apesar das indicações de que Harry Massis, o presidente em exercício, não será o escolhido para disputar o pleito.

Essa indefinição estrutural força o técnico a manter discrição nas declarações públicas. Dorival reconheceu expressamente que qualquer novo presidente teria direito legítimo de escolher sua própria comissão técnica, incluindo a nomeação de um novo treinador caso desejasse: “Temos uma eleição. Após a definição é natural que ele tenha o direito de escolher os melhores profissionais para estar ao seu lado.”

Mesmo diante dessa possibilidade, o técnico deixou claro que não guardaria ressentimento em caso de não continuar. Com três passagens anteriores pelo clube, Dorival se sente visceralmente ligado à instituição e seus torcedores: “As pessoas já me conhecem aqui, não é de hoje. Tenho três passagens. Se for para continuar, vai ser um grande prazer. Não acontecendo, não deixarei de ser um torcedor do São Paulo.”

Histórico que pesa a favor

Os três períodos anteriores de Dorival no São Paulo conferem ao treinador uma vantagem considerável: experiência institucional consolidada. Essa familiaridade com a estrutura do clube, a dinâmica do elenco, as características dos torcedores e as prioridades administrativas o coloca em posição distinta em relação a qualquer novo técnico que chegasse de fora do projeto.

Nesse contexto, a disposição de permanecer não é meramente uma questão de continuidade administrativa, mas de aprofundamento do trabalho que já começou. Os investimentos em adaptações táticas e gestão do grupo já iniciados teriam continuidade sob comando do mesmo técnico.

Recuperação recente com ajustes táticos

O rendimento do São Paulo nas últimas rodadas oferece contexto relevante para as ambições de Dorival em prosseguir. O time conquistou duas vitórias consecutivas contra adversários posicionados na segunda metade da tabela, subindo à 8ª colocação no Brasileirão e distanciando-se dez pontos da zona de rebaixamento. Essa recuperação representa marco importante considerando a turbulência enfrentada nas semanas antecedentes.

Vitória sobre o Vasco e mudanças no intervalo

A mais recente vitória, conquistada por 1 a 0 diante do Vasco no Morumbis, foi acompanhada de ajustes táticos implementados já no intervalo que surtiram efeito imediato. Segundo análise do ge, Dorival realizou mudanças pontuais de posicionamento, retirando Toloi e reposicionando Artur em seu lado preferido do campo. As modificações mostraram-se efetivas, contribuindo para o domínio do time na segunda etapa.

Reforços ofensivos de volta

Com o retorno do trio Lucas, Luciano e Calleri após cinco meses de ausências, o São Paulo apresenta perspectivas ofensivas significativamente melhoradas. O trio, que acumula 54 confrontos juntos desde 2023 com 55,6% de aproveitamento, volta a estar à disposição de Dorival para as próximas rodadas, ampliando as possibilidades tático-técnicas do técnico.

Libertadores no horizonte

O time já começa a fazer contas visando uma possível participação na Copa Libertadores, cenário significativo considerando o histórico de instabilidade das últimas semanas. Dorival resumiu a situação com o realismo que o caracteriza: “Nosso trabalho continuará sendo pés no chão.” A afirmação indica que, apesar dos resultados positivos recentes, o técnico mantém perspectiva cautelosa sobre os desafios que ainda se colocam.

O que esperar nos próximos meses

A continuidade de Dorival Júnior no São Paulo será decidida por duas variáveis convergentes: o resultado das eleições presidenciais em dezembro e a disposição do eleito em renovar o contrato do treinador. Até lá, Dorival seguirá seu trabalho no campo, evitando declarações que possam comprometer sua posição política no clube, mas deixando evidente nos bastidores que deseja continuar.

A próxima temporada começará apenas para quem tiver contrato renovado ou for contratado. Dorival sabe disso e age conforme as circunstâncias permitam, mas tudo aquilo que sinaliza nos ambientes fechados do clube aponta para uma única direção: ele quer estar à beira do campo do Tricolor quando o time entrar em campo em 2025.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Por que Dorival evita falar publicamente sobre seu futuro?

Porque tudo depende das eleições presidenciais do São Paulo marcadas para dezembro. Qualquer novo presidente terá o direito de escolher sua própria comissão técnica e treinador.

Qual é a intenção real de Dorival sobre sua permanência?

Nos bastidores, ele já deixa clara sua disposição de continuar e começa a debater planos para 2025, mesmo mantendo cautela nas declarações públicas para não se comprometer politicamente.

Como está a situação do São Paulo para que Dorival queira permanecer?

O time conquistou duas vitórias consecutivas, subiu para 8º lugar, distancia-se dez pontos do Z-4, tem o retorno de Lucas, Luciano e Calleri, e perspectiva real de participar da Libertadores.

Written by
Marina Calábria

Marina Calábria é especialista em mercado da bola, cobrindo negociações, valores de contrato e a movimentação de empresários envolvendo o Tricolor Paulista. Já cobriu janelas de transferência na Europa e no Brasil.