Em resumo
- O São Paulo relacionou 50 jogadores em 2026: 13 saídas permanentes, 12 contratações e 6 promoções da base.
- A equipe usou 18 defensores diferentes mas mantém a 3ª melhor defesa do Brasileirão com 35 gols sofridos em 31 partidas.
- Pedro Bezerra, volante de 19 anos, tornou-se o 50º relacionado como exemplo da aposta em jogadores da base.
- Dorival tem o pior aproveitamento do ano, mas o São Paulo mantém confiança no técnico e não cogita sua demissão.
O São Paulo relacionou 50 jogadores diferentes para suas partidas em 2026, um número que traduz a intensidade das mudanças pelas quais o clube passou nesta temporada. Pedro Bezerra, volante de 19 anos oriundo da base, tornou-se o quinquagésimo nome na lista quando entrou no banco de reservas durante a derrota para o Cruzeiro.
A cifra é reveladora não apenas do tamanho do investimento, mas também da circulação que marcou o ano tricolor. Entre os 50 relacionados, mais de um quarto já saiu do clube permanentemente ou está afastado da rotina do elenco profissional, totalizando 13 jogadores nessa condição.
O êxodo de 2026
Os nomes que deixaram o plantel de forma definitiva são Moreira, Maik, Dória, Ferraresi, Alan Franco, Hugo, Negrucci, Luan, Alisson, Paulinho e Tapia, com destinos variados conforme as circunstâncias de cada um. Dória rescindiu contrato em maio. Ferraresi foi negociado em definitivo com o Botafogo. Luan, considerado fora dos planos técnicos, foi liberado. Os demais receberam empréstimos.
Cédric Soares e Enzo Díaz constituem situação diversa. O lateral português mantém contrato ativo, mas treina separado do elenco profissional desde julho. O zagueiro argentino vive um imbróglio com a diretoria e sequer participa das atividades do clube, embora seu vínculo permaneça vigente. Ambos ilustram complexidades das negociações modernas no futebol brasileiro.
Rotas distintas para jogadores experientes
O empréstimo predominou entre os atletas que deixaram, ferramenta usada tanto para liberar espaço quanto para permitir continuidade de carreira fora do projeto imediato. Rescisão contratual e negociação definitiva foram menos frequentes entre as saídas de 2026.
Os reforços em duas janelas
O São Paulo trouxe 12 jogadores em 2026, divididos em duas ondas de transferência. A primeira janela consolidou seis contratações: Coronel, Dória, Lucas Ramon, Danielzinho, Cauly e Artur. A segunda, já no meio da temporada, acertou Aurélio Buta, Domingos Duarte, Iago Borduchi, Newton, Pedro Lima e Victor Sá.
Essa distribuição respondeu tanto aos desfalques por lesão quanto à necessidade de reequilibrar o grupo em curso. Newton, volante de origem, ganhou espaço improvisado na zaga, especificamente pelo lado direito da defesa, conquistando elogios pela adaptação a uma função que não era sua original.
Uma contratação que virou zagueiro
Newton merece destaque particular entre os reforços da segunda janela. Contratado para atuar no meio-campo, viu-se atuando em linha de três e se adaptou bem, mostrando que flexibilidade tática pode emergir de oportunidade forçada pela circunstância do calendário.

A promoção da base
Diante da rotatividade constante, a comissão técnica de Dorival recorreu às categorias de base. João Pedro, Igor Felisberto, Osório, Pedro Bezerra, Gustavo Santana e Tetê subiram para integrar o elenco profissional.
Pedro Bezerra, aos 19 anos, exemplifica essa aposta. Volante promovido, ganhou oportunidades reais e hoje figura na relação de forma estabelecida. Não é presença simbólica, mas integração efetiva ao projeto. Os demais nomes da base também receberam chances concretas durante a temporada.
Seis promovidos, um deles aos 50 relacionados
A estratégia de elevação de atletas jovens responde tanto à necessidade imediata de preenchimento de lacunas quanto a uma possível aposta em desenvolvimento futuro. Que Pedro Bezerra tenha chegado aos 50 relacionados em sua primeira temporada no grupo principal é evidência de que os garotos estão sendo usados além de completar números.
A defesa sob mudanças
Apesar de toda a circulação, o São Paulo mantém a terceira melhor defesa do Brasileirão. A equipe usou 18 defensores diferentes ao longo de 31 partidas e sofreu 35 gols. Ter 18 zagueiros ou laterais diferentes poderia sugerir fragilidade, mas os números de gols concedidos apontam solidariedade defensiva independente de quem esteja em campo.
Segundo ge > são paulo, dados de GPS do clube colocam a vitória sobre o Vasco como a terceira partida mais intensa do São Paulo no ano, medida pela distância percorrida em velocidade acima de 20 km/h. Esse tipo de métrica revela que, mesmo com mudanças frequentes, o time mantém padrão físico esperado.
O resultado defensivo apesar da rotação
35 gols sofridos em 31 partidas coloca o São Paulo entre os melhores defensivamente na competição. Esse resultado contradiz a expectativa de fragilidade que a rotação deveria gerar, mostrando que estrutura defensiva se mantém mesmo com tantos nomes passando pela defesa.
O técnico e as perspectivas
Dorival Júnior comanda o projeto em 2026. De acordo com ge > são paulo, o técnico tem o pior aproveitamento do ano entre treinadores em atividade. Apesar disso, o São Paulo não cogita sua demissão, sinalizando confiança da diretoria na continuidade do trabalho.
A permanência de Dorival aponta que o clube acredita em evolução a médio prazo. O volume de mudanças no elenco — 50 relacionados, 13 saídas, 12 contratações, seis promovidas da base — sugere projeto ainda em construção, não em crise estrutural.
Fonte: ge > são paulo
Perguntas frequentes
Quantos jogadores deixaram o São Paulo em 2026?
Treze jogadores deixaram o plantel: Moreira, Maik, Dória, Ferraresi, Alan Franco, Hugo, Negrucci, Luan, Alisson, Paulinho e Tapia saíram de forma definitiva. Cédric Soares e Enzo Díaz mantêm contrato mas estão afastados.
Quem é o 50º jogador relacionado pelo São Paulo em 2026?
Pedro Bezerra, volante de 19 anos promovido das categorias de base, que entrou no banco de reservas na derrota para o Cruzeiro.
Como o São Paulo mantém a terceira melhor defesa com tanta rotatividade?
Apesar de usar 18 defensores diferentes em 31 partidas, o time sofreu apenas 35 gols, mantendo solidariedade defensiva que o coloca entre os melhores do Brasileirão.