Carregando...

Lucas Moura retorna após 160 dias com coletivo no CFA de Cotia

Em resumo

  • Lucas Moura retorna aos relacionados após 160 dias de afastamento causado pela ruptura do tendão de Aquiles sofrida em maio.
  • O meia-atacante fez seu teste final no CFA de Cotia com o sub-17, onde deu assistência e treinou com goleiros, demonstrando recuperação plena.
  • O atleta de 33 anos pode jogar 15 a 20 minutos contra Vitória neste sábado, marcando sua volta ao time profissional do Tricolor.

Lucas Moura volta a São Paulo neste sábado. Após 160 dias longe dos gramados, o meia-atacante de 33 anos retorna aos relacionados para enfrentar o Vitória, pela 30ª rodada do Brasileirão, partida marcada para as 21h. A previsão da comissão técnica é que o jogador entre em campo por um período de 15 a 20 minutos como reserva, numa reaparição que marca o fim de uma das ausências mais longas de sua carreira no São Paulo.

O passo final da preparação para o retorno aconteceu no berço da carreira de Lucas: o CFA de Cotia. Na última quarta-feira, o jogador revelado pelo Tricolor participou de um coletivo ao lado do time sub-17, fechando dessa forma o ciclo de reabilitação que atravessou os últimos meses. A escolha do local carregava simbologia clara: seria justamente no lugar onde tudo começou que a volta aos gramados se consolidaria e ganharia uma última validação antes de retornar ao time profissional.

O teste final no centro de treinamento

Não se tratava de um treino comum. Lucas não trabalhou com o sub-20 naquele dia porque a equipe realizava apenas atividades táticas, mas sua presença no coletivo do sub-17 transformou a sessão numa verdadeira avaliação final de recuperação. Durante o trabalho, o meia-atacante não apenas demonstrou boa movimentação como também contribuiu com uma assistência, sinalizando de forma concreta que o departamento médico havia cumprido sua parte no longo processo de reabilitação.

Impressão nos garotos da base

De acordo com ge > são paulo, a atuação encantou os jovens do sub-17 a ponto de alguns deles saírem da atividade comentando como sentiam que seu próprio futebol havia crescido só por estar atuando ao lado do ídolo. Não era simples tarefa técnica em campo, mas a presença inspiradora de alguém de sua experiência e carreira. Lucas aproveitou o momento para conversar com os garotos sobre a importância de trabalhar duro e se manter grato ao clube em cada fase da trajetória profissional. As mensagens carregavam peso especial vindo de alguém que vive essa trajetória há anos no profissionalismo do futebol.

Movimentação e domínio demonstrado

Após o coletivo, Lucas estendeu o treino com os goleiros. Recebia passes deles, dominava a bola e finalizava de longe, numa sequência que revelava bem mais que simples recuperação técnica. A cada gol marcado, os garotos se dividiam entre comemorar com o ídolo e provocar os arqueiros, criando aquele ambiente descontraído que às vezes comunica mais sobre o estado físico e psicológico de um jogador que qualquer teste formal. Os gritos de incentivo ecoavam pelo campo, reforçando a importância simbólica daquele momento do retorno.

Recuperação que superou expectativas

Quando Lucas sofreu o rompimento do tendão de Aquiles em maio, durante um jogo contra o Bahia, a perspectiva inicial era a mais pessimista possível. A comissão técnica e o departamento médico do São Paulo estimavam um retorno apenas para a próxima temporada. Lesões desse tipo, especialmente aos 33 anos de idade, costumam guardar sequelas duradouras e exigem processos de reabilitação que se estendem por muitos meses de trabalho intenso.

O que surpreendeu foi que a recuperação de Lucas superaria os prazos estabelecidos no início do tratamento. Após uma semana de bons treinos na reta final da preparação, a comissão técnica chegou à conclusão de que o jogador estava pronto para retornar ao contexto de disputa. Não significa estar 100% recuperado, é claro, porque ninguém volta assim de cinco meses longe do jogo. Significa estar em condição física e mental adequada para disputar uma partida de verdade contra adversários da elite do futebol brasileiro.

Lesões marcaram toda a temporada

Antes desse afastamento prolongado, a temporada de 2026 já havia sido marcada por uma série de obstáculos físicos que atrapalharam a campanha do São Paulo. Em março, Lucas sofreu uma fratura em duas costelas durante o empate com o Atlético-MG, desfalcando o São Paulo por aproximadamente dois meses de atividades. Quando enfim retornou aos gramados, foi justamente contra o Bahia, partida na qual sofreu o rompimento do tendão de Aquiles que o afastaria por muito mais tempo.

A sequência de problemas deixou cicatrizes tanto físicas quanto no calendário do São Paulo como equipe. Aos 33 anos, Lucas havia participado de apenas 17 partidas na temporada antes dessa lesão grave, marcando 3 gols e dando 1 assistência. Números que, combinados com as longas ausências e o afastamento do seu futebol, ajudam a explicar também as dificuldades enfrentadas pelo São Paulo em campo nos últimos meses da temporada, período em que sua contribuição se fez notada pela ausência.

Futuro ainda em aberto

Com 33 anos, Lucas segue com vínculo com o São Paulo até dezembro de 2026. Ainda não há definição clara sobre seu futuro no clube, uma questão que permanece aberta especialmente diante das lesões que o afastaram por longo tempo. Seu retorno neste sábado, porém, demonstra a confiança da comissão técnica em sua capacidade de contribuir nos compromissos que ainda restam na temporada e sua vontade de voltar ao nível de desempenho anterior.

O retorno gradual contra o Vitória

Neste sábado, Lucas voltará a atuar, mas de forma cuidadosa e controlada pela comissão técnica. A estratégia é mantê-lo no banco de reservas, entrando em campo apenas quando o técnico julgar adequado ao contexto da partida. A estimativa é de 15 a 20 minutos de atuação, tempo suficiente para testar o rendimento em condições reais de jogo, mas limitado o bastante para evitar excessos que pudessem resultar em riscos desnecessários ao atleta.

Rafael, lateral-direito, e Iago também retornam de problemas físicos e devem ser titulares na rodada, o que modifica significativamente o perfil do São Paulo para o confronto. Diferente do retorno parcial e controlado de Lucas, ambos estarão à disposição para o tempo integral, reforçando a defesa e a lateral direita do time, pontos cruciais para o São Paulo em suas ambições de manter uma boa campanha na sequência da temporada.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Quanto tempo Lucas Moura ficou fora dos gramados?

160 dias, equivalentes a 5 meses, desde maio quando rompeu o tendão de Aquiles durante partida contra o Bahia.

Como foi o teste de Lucas no CFA de Cotia?

Lucas participou de um coletivo com o sub-17 na última quarta-feira, deu uma assistência durante o trabalho e depois treinou com os goleiros, finalizando de longe.

Quanto tempo Lucas pode jogar no sábado contra Vitória?

Segundo a comissão técnica, o meia-atacante deve atuar por um período de 15 a 20 minutos como reserva.

Written by
Thiago Venâncio

Thiago Venâncio acompanha a base e as categorias de formação do São Paulo, uma das mais tradicionais fábricas de craques do país. Escreve sobre os talentos que despontam em Cotia antes de chegarem ao profissional.