Em resumo
- Os três gols sofridos pelo São Paulo contra o Bahia originaram de falhas em coberturas aéreas, com Dorival Júnior reconhecendo a dificuldade em explicar o problema apesar do treinamento exaustivo.
- O time recebeu dois gols nos primeiros dez minutos, se recuperou com um empate, mas sofreu um terceiro gol no segundo tempo, selando a derrota por 3 a 2.
- Dorival elogiou a luta e entrega do elenco ao longo da temporada, reconhecendo as adversidades sem usá-las como desculpa.
- Sabino recebeu seu terceiro cartão amarelo e fica fora do próximo clássico contra o Corinthians na próxima quarta-feira na Vila Belmiro.
No intervalo entre o primeiro e o segundo tempo do confronto contra o Bahia, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, ficou clara a fragilidade do São Paulo em defesa de bola parada. Os três gols sofridos naquela quarta-feira seguiram o mesmo padrão: todos originaram de falhas em coberturas aéreas. Para Dorival Júnior, o desafio agora é justificar a recorrência de um problema que deveria estar superado.
A dificuldade em explicar o padrão de erros
Em entrevista coletiva posterior ao jogo, o técnico qualificou as falhas como erros coletivos. Ele enfatizou que o trabalho executado no CT da Barra Funda dedica horas de preparação especificamente a esse tipo de situação. A dificuldade, segundo Dorival, está em compreender por que, mesmo com treinamento exaustivo, os padrões defensivos não se manifestam durante a partida.
“É um erro nosso, um erro coletivo, e nós temos a obrigação de corrigir. Isso nos tirou pontos importantes ao longo da competição. Bolas paradas nos minaram em várias partidas e, mais uma vez, aconteceu. É lamentável, porque é o que mais treinamos, preparamos e nos preocupamos em corrigir. E esses comportamentos são exaustivamente executados. Às vezes, é difícil até para a gente tentar explicar o que acontece em uma partida como a de hoje”, disse Dorival.
O colapso inicial e a reação incompleta
Os primeiros dez minutos decisivos
O jogo começou de forma desastrosa para o São Paulo. Nos primeiros dez minutos disputados na Arena Fonte Nova, o Bahia já havia marcado duas vezes. A defesa tricolor desorganizou-se rapidamente, oferecendo as brechas que o time baiano aproveitou para abrir vantagem significativa.
Dorival não culpou tática pela série de erros. O problema estava em elementos mais fundamentais: falta de nível de atenção, concentração e compreensão sobre o que o jogo exigia naquele momento inicial. A ausência de agressividade na marcação convidou o Bahia a atacar livremente, e a equipe baiana não desperdiçou as oportunidades.
A esperança do empate e o terceiro gol
Apesar da desvantagem assustadora, o São Paulo não desistiu durante o primeiro tempo. O time conseguiu empatar a partida e iniciou o segundo tempo bem posicionado taticamente, com finalizações apropriadas acontecendo. A impressão era de que o tricolor havia encontrado seu ritmo e caminhava para um resultado menos pessimista.
Porém, a dificuldade defensiva retornou. Um terceiro gol do Bahia selou o resultado em 3 a 2. A derrota confirmava um padrão que Dorival já havia identificado em outras ocasiões durante a temporada: a incapacidade de manter a estabilidade defensiva por um jogo inteiro.
Os problemas da concentração defensiva
Quando o treino não vira execução
Dorival Júnior não apontou deficiências na estratégia de jogo. O problema estava na diferença entre treinar algo e executá-lo sob pressão de uma partida. A falta de consciência sobre as necessidades do confronto foi decisiva.
“Não é a parte tática, é nível de atenção, concentração, preparação. Temos que ter consciência do que o jogo propõe, necessita, pede. E nossa postura foi mudada dentro da própria partida, como aconteceu na anterior”, explicou Dorival.
O técnico mencionou ainda que quando o time marca com agressividade, recupera a bola com rapidez e consegue se posicionar adequadamente. Na ausência dessa intensidade, o adversário é convidado a atacar, causando dificuldades na contenção. A sequência de eventos mostrou exatamente isso no primeiro tempo: São Paulo recuado, Bahia avançando, e os espaços aparecendo para as bolas aéreas.
Uma fragilidade recorrente na temporada
Dorival contextualizou o problema dentro de toda a campanha. Bolas paradas têm custado pontos repetidamente ao longo de 2026, caracterizando praticamente toda a temporada do São Paulo. Este não era um problema isolado de um único jogo contra o Bahia, mas um padrão preocupante que se repete.
Reconhecimento da luta apesar dos erros
Apesar das falhas óbvias, Dorival manifestou reconhecimento pela postura dos seus jogadores. Segundo ele, o elenco enfrentou adversidades ao longo do ano sem usar as dificuldades como desculpa.
“Olha, acho que todos os jogos encaramos desta forma. Às vezes, a nossa reação deixa a desejar em algumas circunstâncias, situações, mas, de modo geral, não posso reclamar dessa equipe. Sempre foi valente, lutou, se entrega até o último momento. Tivemos dificuldades ao longo do ano, nunca escondemos, também não usamos como muleta. Ao contrário, nos dedicamos dentro do clube para que as coisas acontecessem”, disse.
O comentário reflete a visão de um técnico que vê além do resultado individual. Dorival reconhece a luta do grupo, mesmo que os resultados nem sempre correspondam ao empenho dedicado.
Situação na classificação e o clássico à frente
O São Paulo ocupa o 10º lugar da classificação do Campeonato Brasileiro com 43 pontos acumulados até a 33ª rodada. A posição, distante do acesso direto à Libertadores e mais perto do que se gostaria da zona de rebaixamento, reflete uma temporada inconstante.
O próximo jogo é o clássico contra o Corinthians. A partida acontecerá na próxima quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Será uma oportunidade para o São Paulo buscar reabilitação após a derrota para o Bahia e mostrar a luta que Dorival elogiou.
O time terá uma baixa confirmada para o confronto. Sabino recebeu seu terceiro cartão amarelo contra o Bahia e cumprirá suspensão automática. O zagueiro fica fora do clássico, reduzindo as opções defensivas de Dorival exatamente em um momento onde a defesa necessita de estabilidade.
Fonte: ge > são paulo
Perguntas frequentes
Por que o São Paulo sofreu tantos gols em bola parada contra o Bahia?
Dorival Júnior classificou como erros coletivos relacionados à falta de nível de atenção e concentração, apesar do time treinar exaustivamente essas situações no CT da Barra Funda.
Como começou a partida do São Paulo contra o Bahia?
O time sofreu dois gols nos primeiros dez minutos, em uma sequência de erros defensivos que colocou o São Paulo em desvantagem significativa no início do jogo.
Qual é a próxima partida do São Paulo?
O próximo jogo do São Paulo é o clássico contra o Corinthians, na próxima quarta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro, com o time ocupando o 10º lugar com 43 pontos.