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Dorival rejeita projeção e destaca blindagem no São Paulo

Em resumo

  • Com 43 pontos e na nona colocação, o São Paulo está próximo da marca de segurança contra rebaixamento após empate com o Mirassol.
  • Dorival Júnior destacou o trabalho de blindagem do elenco para protegê-lo das crises financeiras e administrativas da temporada.
  • O contrato de Dorival expira em 31 de dezembro, deixando a continuidade para análise do próximo presidente.
  • Iago desfalca contra o Bahia por acúmulo de cartões; Wendell será o substituto na lateral-esquerda.

O São Paulo empatou com o Mirassol por 1 a 1 neste sábado, fora de casa, pela 32ª rodada do Brasileirão 2026. O resultado deixa o Tricolor com 43 pontos, na nona colocação, próximo da marca considerada suficiente para afastar o risco de rebaixamento. Com seis rodadas restantes até o encerramento da competição, o clube busca melhorar seu desempenho e recuperar posições que o aproximem da zona de Libertadores.

O trabalho nos bastidores

A temporada 2026 do São Paulo foi marcada por turbulências extracampos que testaram constantemente a capacidade de liderança de Dorival Júnior. Crises financeiras e questões administrativas se acumularam ao longo dos meses, criando um cenário desafiador que poderia comprometer o foco da equipe profissional.

O técnico dedicou-se não apenas ao trabalho tático e técnico, mas também a intervenções que visavam manter o elenco protegido das dificuldades internas. Em diversas ocasiões, Dorival precisou gerenciar situações que iam além das responsabilidades típicas de um treinador de futebol, atuando como escudo entre os problemas do clube e a concentração dos jogadores.

“Não deixo que as coisas se misturem. Eu me preocupo com o dia a dia do CT. É natural que não tivemos todas as condições que gostaríamos para nos preocupar exclusivamente com a equipe. Essa é a função do treinador, tem que ser técnico, tático e tomar decisões com o elenco. Mas tem situações em que você precisa intervir e, de uma forma ou de outra, conseguimos mais uma vez, assim como foi no Corinthians, blindar o elenco”, explicou o técnico na coletiva após o empate.

A estratégia de isolamento do elenco em relação aos problemas administrativos demonstrou efetividade em manter a concentração dos atletas durante a fase de reconstrução. Mesmo sob pressão, os jogadores conseguiram entregar performances competentes nas últimas rodadas. Essa blindagem não era perfeita, mas funcionava o suficiente para permitir que o Tricolor mantivesse competitividade em um período economicamente difícil.

A realidade do futebol brasileiro contemporâneo

Dorival foi direto ao avaliar o posicionamento do São Paulo dentro do cenário futebolístico nacional. “Não é o ideal para o São Paulo, mas o São Paulo tem que entender que precisa se preparar melhor, porque temos quatro equipes que são referências no país, e não é por acaso”, afirmou o treinador em tom crítico e reflexivo.

As referências nacionais

O técnico reconhecia a existência de um fosso estrutural de qualidade entre o Tricolor e a elite do futebol brasileiro. Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Botafogo se consolidaram como referências nacionais mediante investimentos planejados, estrutura consolidada ao longo dos anos e continuidade administrativa. Igualar essas instituições exigia transformações que transcendiam mandatos individuais e ciclos de técnicos.

A experiência anterior

Dorival havia enfrentado situação semelhante no Corinthians, onde também precisou administrar crises administrativas enquanto tentava manter o desempenho técnico. A experiência anterior havia fornecido ferramentas para lidar com realidades difíceis e paradoxais. Diferentemente de clubes com estruturas robustas, o São Paulo enfrentava a simultaneidade de competir e se reconstruir, uma dinâmica que consomia energia gerencial além dos aspectos puramente futebolísticos.

Pontuação e o horizonte da Libertadores

Esperança na reta final

Com 43 pontos agora, o São Paulo ocupa a nona posição e está nove pontos atrás do G-5 que garante vaga na Copa Libertadores. A distância é considerável, mas os últimos seis compromissos da temporada ainda representam uma oportunidade matemática de movimento ascendente. A tabela permanecia aberta o suficiente para permitir esperança, mesmo que remota.

A confiança do técnico

Dorival adoptou cautela ao discutir objetivos para a reta final. “Eu só espero que nós possamos ter um final de competição diferente do que foi esse período em que estávamos buscando um equilíbrio e ele não acontecia. Sinto a equipe mais confiante neste momento, então nossa expectativa é finalizar o ano melhor do que nesse período em que ficamos na região intermediária por um bom tempo”, revelou o treinador.

A mudança de confiança percebida por Dorival no grupo poderia servir como catalisador para um desempenho superior nas rodadas finais. Sair do limbo intermediário da tabela representaria uma recuperação psicológica importante antes do encerramento do Brasileirão. A confiança é um recurso escasso em épocas de dificuldade, e Dorival identificava seus sinais de retorno.

A incerteza sobre o próximo ciclo

O contrato de Dorival Júnior com o São Paulo expira em 31 de dezembro de 2026. As eleições presidenciais do clube, programadas para o final do ano, definirão não apenas a liderança administrativa, mas também a composição da comissão técnica para a temporada seguinte. Essa sobreposição de calendários criava uma situação de incerteza sobre qualquer planejamento de longo prazo.

Quando questionado sobre sua possível permanência na próxima temporada, Dorival evitou compromissos e delegou integralmente a decisão ao próximo presidente. “O novo presidente do São Paulo tem que pensar no melhor, no melhor treinador. A comissão tem que ser respeitada, mas ele tem que avaliar o que tem ao seu alcance e as pessoas que sejam mais confiáveis dentro da sua proposta. Temos que respeitar. Meu trabalho vai até 31 de dezembro de 2026”, respondeu com cautela.

A frase final sinalizava que qualquer discussão sobre continuidade era prematura. O foco permanecia no encerramento da temporada e na avaliação futura que seria responsabilidade exclusiva da próxima administração. Dorival demonstrava disposição em defender o clube até dezembro, sem fazer promessas sobre 2027.

Os próximos compromissos

O São Paulo retorna ao campo na próxima quarta-feira, às 21h30, para enfrentar o Bahia na Arena Fonte Nova, em Salvador. O desafio baiano marca a volta à atividade após o encontro no interior paulista contra o Mirassol.

Um desfalque importante marca a partida diante do clube baiano. Iago, lateral-esquerdo titular, recebeu seu terceiro cartão amarelo contra o Mirassol e cumpre suspensão automática de uma rodada por acúmulo. Wendell assume a posição para o compromisso.

A sequência de seis rodadas coloca o São Paulo diante de uma fase decisiva na luta por posições e estabilidade na tabela. Cada ponto ganho aproxima o Tricolor de uma reta final mais tranquila e afasta novamente o especro do rebaixamento que ronda a campanha.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Qual é a situação do São Paulo na tabela do Brasileirão?

O São Paulo está na nona colocação com 43 pontos, próximo da marca considerada segura contra rebaixamento, mas nove pontos atrás do G-5 que garante vaga na Libertadores.

Como Dorival Júnior explica o trabalho de blindagem do elenco?

Dorival afirmou que não deixa as coisas se misturarem, se preocupando com o dia a dia do CT e intervindo quando necessário para proteger o elenco das dificuldades internas do clube, experiência que já havia aplicado no Corinthians.

Qual é o futuro de Dorival Júnior no São Paulo?

O contrato de Dorival com o São Paulo expira em 31 de dezembro de 2026, e o técnico delegou a decisão sobre sua continuidade ao próximo presidente do clube, que será eleito ao final do ano.

Written by
Thiago Venâncio

Thiago Venâncio acompanha a base e as categorias de formação do São Paulo, uma das mais tradicionais fábricas de craques do país. Escreve sobre os talentos que despontam em Cotia antes de chegarem ao profissional.