Em resumo
- Dorival Júnior completou 18 partidas sem repetir escalação, com perspectiva de chegar a 19 contra o Cruzeiro com Rafael, Iago, Danielzinho e Luciano lesionados.
- Rafael iniciou 16 jogos e Luciano em 15, sendo os únicos presentes em praticamente todas as escalações até as lesões atuais.
- A sequência de mudanças começou com saídas de Alan Franco, Dória e Enzo Díaz, agravada por lesões sucessivas e uma reformulação tática pós-Copa do Mundo.
- Chegada de reforços e promoção de garotos da base aceleraram ainda mais a rotatividade no elenco.
Dorival Júnior completou 18 partidas no São Paulo sem conseguir repetir a mesma escalação uma única vez. O cenário se agrava agora: com Rafael, Iago, Danielzinho e Luciano no departamento médico após o clássico contra o Santos, o técnico deve escalar o time número 19 na quarta-feira contra o Cruzeiro em Belo Horizonte, pelo Brasileirão, sem perspectiva de reverter essa sequência nos próximos compromissos.
Dos quatro lesionados, dois comandam a sequência
Rafael iniciou 16 das 18 partidas sob o comando de Dorival, enquanto Luciano foi titular em 15 delas. O goleiro e o atacante não apenas aparecem na maioria das escalações como representam a permanência institucional em um período marcado por mudanças constantes na formação. Nenhum outro jogador se aproxima dessa frequência, o que evidencia quanto a dupla é central no projeto do treinador.
A única partida entre as 18 em que nenhum dos quatro lesionados atuais estava presente foi justamente contra o Palmeiras, quando Dorival optou por poupar todos os titulares pensando no duelo mata-mata contra o Boca Juniors pela Copa Sul-Americana. Naquele jogo, o time foi completamente reformulado.
Como começou a cascata de mudanças
Saídas e primeiras lesões
A escalação inaugural continha três jogadores que já não estão no elenco: Alan Franco, Dória e Enzo Díaz. Dória saiu primeiro, pedindo rescisão e disputando apenas a partida inicial. Sabino o substituiu na zaga, mas sofreu uma lesão que o tirou do time por sete jogos. Nesse período, Osorio e Rafael Toloi revezaram a posição, com o último também se lesionando antes de retornar.
Impacto da Copa do Mundo
Após a parada para o Mundial, Alan Franco e Enzo Díaz também pediram saída, insatisfeitos com atrasos salariais. Arboleda, então afastado, voltou a assumir a zaga no lugar de Alan Franco, enquanto Wendell manteve a titularidade na lateral esquerda. As saídas sucessivas criaram uma pressão constante por reformulações, impossibilitando a repetição de uma escalação.
Reformulação tática amplia a rotatividade
Antes da Copa do Mundo, Dorival adotava um esquema com um ponta de cada lado e um atacante funcionando como armador centralizado. Ao retomar os trabalhos, com tempo de treinamento disponível, alternou o sistema. O novo padrão apresenta três meias, apenas Artur na ponta direita e Luciano e Calleri atuando quase como dupla de ataque. Essa mudança estrutural abriu espaço para diferentes combinações no meio de campo e no ataque.
Houve dois momentos em que Dorival quase manteve a escalação intacta. Entre Boston River e Remo, Enzo Díaz na vaga de Wendell foi a única alteração. Depois, dos 11 que empataram com o Flamengo no Rio de Janeiro, somente Artur não compareceu na derrota para o Grêmio por lesão. Esses quase-repetiços indicam que, sem os reveses físicos, uma sequência mais estável seria possível.
Reforços e garotos da base aceleram ainda mais as mudanças
A chegada de novos jogadores intensificou a rotatividade. Domingos Duarte passou a ganhar oportunidades na zaga, enquanto Iago e Pedro Lima foram alternativas na lateral esquerda. Newton entrou na disputa do meio-campo. Em seguida, Dorival começou a oferecer chances para jovens da base: Djhordney, Gustavo Santava e Ryan Francisco começaram a aparecer no time titular. Cada reforço e cada promovido da base significava uma mudança obrigatória na formação, alimentando a sequência de 18 escalações distintas em 18 partidas.
O próximo capítulo contra o Cruzeiro
Com quatro dos principais jogadores indisponíveis e a possibilidade real de manter essa sequência por mais alguns jogos, Dorival segue operando em um cenário de improviso constante. O duelo contra o Cruzeiro na quarta-feira marca um ponto onde a falta de continuidade deixa de ser apenas uma curiosidade estatística para virar um fator tático real. Sem Rafael, sem Luciano, sem as laterais e volantes que formavam a espinha dorsal, a 19ª escalação será forçadamente diferente das anteriores.
O custo invisível da instabilidade
Não repetir escalação em 18 jogos reflete tanto problemas estruturais quanto operacionais. As lesões somam-se às saídas de jogadores insatisfeitos, e a chegada de reforços parcialmente integrados cria um quadro onde a repetição deixa de ser uma opção. Futebol, porém, demanda continuidade: os padrões táticos, a relação entre posições, a compreensão mútua entre titulares dependem de tempo junto. A sequência de Dorival, ainda que involuntária, compromete a construção dessa familiaridade.
Lembrete das 18 escalações
- Millonarios: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Dória e Enzo Díaz; Danielzinho, Bobadilla e Luciano; Artur, Ferreirinha e Calleri
- Botafogo: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Sabino e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Luciano; Artur, Ferreirinha e Calleri
- Boston River: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Osorio e Wendell; Pablo Maia e Danielzinho; Artur, Ferreirinha, André Silva e Calleri
- Remo: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Osorio e Enzo Díaz; Pablo Maia e Danielzinho; Artur, Ferreirinha, André Silva e Calleri
- Athletico-PR: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Toloi e Wendell; Pablo Maia, Bobadilla e Marcos Antônio; Artur, Luciano e Calleri
- Flamengo: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osorio e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Marcos Antônio; Artur, Luciano e Calleri
- Grêmio: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osorio e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Marcos Antônio; Ferreirinha, Luciano e Calleri
- Bolívar (primeira): Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Domingos Duarte e Iago; Pablo Maia, Newton, Bobadilla e Marcos Antônio; Luciano e Calleri
- Coritiba: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Domingos Duarte e Wendell; Pablo Maia, Newton e Marcos Antônio; Victor Sá, Luciano e Calleri
- Bolívar (segunda): Rafael; Buta, Domingos, Sabino e Iago; Newton, Danielzinho e Marcos Antônio; Artur, Luciano e Calleri
- Chapecoense: Rafael; Lucas Ramon, Domingos, Sabino e Iago; Pablo Maia, Danielzinho e Cauly; Artur, Luciano e Calleri
- Red Bull Bragantino: Rafael; Domingos, Arboleda e Sabino; Buta, Danielzinho, Marcos Antônio e Iago; Artur, Luciano e Gustavo Santana
- Atlético-MG: Rafael; Domingos, Arboleda e Sabino; Lucas Ramon, Danielzinho, Marcos Antônio e Wendell; Luciano, Gustavo Santana e André Silva
- Boca Juniors (primeira): Rafael; Domingos, Arboleda e Sabino; Lucas Ramon, Pablo Maia, Marcos Antônio e Iago; Artur, Luciano e Calleri
- Palmeiras: Coronel; Newton, Toloi e Osorio; Victor Sá, Pablo Maia, Djhordney, Cauly e Wendell; Ferreirinha e André Silva
- Boca Juniors (segunda): Rafael; Domingos, Arboleda e Sabino; Lucas Ramon, Danielzinho, Marcos Antônio e Iago; Artur, Luciano e Gustavo Santana
- Inter: Rafael; Domingos, Arboleda e Toloi; Pedro Lima, Marcos Antônio, Djhordney e Iago; Artur, Luciano e Calleri
- Santos: Coronel; Pablo Maia, Arboleda e Toloi; Pedro Lima, Marcos Antônio, Bobadilla e Iago; Artur, Luciano e Ryan Francisco
Fonte: ge > são paulo
Perguntas frequentes
Quantas escalações diferentes Dorival usou até agora no São Paulo?
Dorival usou 18 escalações diferentes em 18 jogos. Se não conseguir contar com os lesionados contra o Cruzeiro, escalará a 19ª formação diferente.
Qual foi o único jogo em que nenhum dos quatro lesionados atuais estava presente?
O jogo contra o Palmeiras, quando Dorival poupou todos os titulares pensando no duelo mata-mata contra o Boca Juniors pela Copa Sul-Americana.
Quais jogadores apareceram na maioria das escalações de Dorival?
Rafael e Luciano foram os mais frequentes: o goleiro iniciou 16 das 18 partidas, enquanto o atacante foi titular em 15 jogos.