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São Paulo mantém porta aberta para renovar naming rights do Morumbis

Em resumo

  • Contrato de naming rights com Mondelēz vence em 31 de janeiro de 2027, com o São Paulo recebendo R$ 25 milhões por ano.
  • Clube não descarta renovação com a empresa alimentícia e está em conversas ativas sobre possível extensão do acordo.
  • BYD foi uma das marcas que negociou renomear o estádio para 'MorumBYD', mas as tratativas não avançaram até agora.

O São Paulo está em fase de negociações sobre o futuro do naming rights do Morumbis com a Mondelēz, parceira que nomeia o estádio desde o início de 2024. O contrato entre as partes vence em 31 de janeiro de 2027, deixando o clube com aproximadamente três meses para definir os próximos passos. De acordo com André Marques, diretor de marketing do Tricolor, a relação com a empresa alimentícia segue positiva e nenhuma porta foi fechada para uma possível renovação.

O cenário das negociações atuais

André Marques concedeu entrevista exclusiva ao ge > são paulo explicando a situação. Segundo ele, o clube e a Mondelēz mantêm conversas em andamento sobre o futuro da parceria. “Não (encerramos as negociações). A relação com a Mondelēz é ótima. Eu falo direto com a CMO da Mondelēz. A gente até comenta de fazer mais ativações como fizemos na chegada deles. Estamos a três meses do final de contrato. Ainda está tudo na mesa”, declarou o executivo.

Simultaneamente, o São Paulo abriu diálogos com outras empresas interessadas em nomear o estádio. O diretor de marketing deixou claro que as conversas seguem em paralelo, mas o clube prioriza a renovação com a parceira atual. “O contrato está vigente. E assim como em um time de futebol, o jogo só acaba quando o juiz apita”, afirmou Marques, comparando as negociações com uma partida de futebol.

A importância de manter o contrato vigente

Para o São Paulo, a continuidade com a Mondelēz representa uma fonte segura de receita até janeiro de 2027. O fato de ainda estar vinculado ao contrato atual não impede a busca por alternativas, mas reforça a posição de força do clube nas tratativas. Marques enfatizou que qualquer decisão final só acontecerá quando um acordo for efetivamente assinado.

O contrato e os valores envolvidos

O acordo atual com a Mondelēz, celebrado durante a gestão do ex-presidente Julio Casares, rendeu ao São Paulo um total de R$ 75 milhões, distribuídos em R$ 25 milhões anuais. Esse montante posiciona o naming rights como uma importante fonte de receita adicional para o clube, diferente de patrocínios tradicionais.

A alcunha “Morumbis” escolhida pela empresa de alimentos gerou uma das maiores mudanças de identidade visual do estádio em anos recentes. Antes da parceria, o estádio era conhecido simplesmente como Morumbi, consolidado na história do futebol brasileiro por décadas.

BYD e outras marcas na disputa

Nos meses anteriores, a imprensa especulou sobre o interesse da montadora chinesa BYD em nomear o estádio. A empresa teria proposto que o Morumbis fosse renomeado como “MorumBYD”. As conversas, contudo, não avançaram significativamente até o momento.

O interesse de outros possíveis parceiros

André Marques confirmou que o São Paulo está em contato com múltiplos interessados, mas não revelou nomes específicos além da BYD. “Continuamos conversando, assim como estamos ouvindo qualquer outra marca. Estamos conversando com outras marcas, também, obviamente. Não dá para responder nada agora, porque são conversas acontecendo, e a negociação só se conclui quando alguém assina”, explicou o diretor.

O cenário reflete uma estratégia clara do clube: manter opções abertas até o último momento, buscando não apenas renovação com quem já investe, mas também a melhor proposta possível de novos parceiros.

O valor estratégico do naming rights

O diretor de marketing do São Paulo ressaltou por que o naming rights é tão importante para o clube. Segundo ele, nem todos os clubes brasileiros conseguem monetizar essa oportunidade com o mesmo potencial. “Naming rights é um patrocínio extra que nem todos os clubes podem ter. O São Paulo tem um estádio extremamente importante para o futebol brasileiro, para a cidade de São Paulo. Isso é bom para o São Paulo e coloca o São Paulo numa posição de vantagem em relação a outros clubes”, afirmou Marques.

A visibilidade como ativo invisível

Além do retorno financeiro direto, o naming rights oferece visibilidade orgânica constantemente. O nome do estádio aparece em transmissões de jogos sempre que narradores comentam sobre o local, em anúncios de shows e em qualquer menção da mídia a eventos realizados no Morumbis. Essa exposição gratuita em múltiplos canais amplifica o valor da parceria para qualquer empresa interessada. “Ele tem uma visibilidade muito importante. Uma questão orgânica de aparecer gratuitamente na transmissão dos jogos, quando o narrador fala, de aparecer em todos os anúncios de shows, quando a mídia fala de um acontecimento no Morumbis. Tem uma parte orgânica muito importante que valoriza”, completou André Marques.

O calendário das decisões

Com o término do contrato previsto para janeiro de 2027, o São Paulo tem até essa data para fechar um novo acordo. O clube não pretende deixar essa oportunidade de receita descoberta. Independentemente de quem venha a ser o novo parceiro, a intenção é que a transição ocorra de forma tranquila, sem deixar o estádio sem um naming rights.

A prioridade declarada é com a Mondelēz, empresa que já conhece o ambiente do Tricolor e tem demonstrado satisfação com a parceria. Mas a abertura para outras marcas garante ao São Paulo a possibilidade de renegociar melhores termos ou aceitar propostas mais vantajosas conforme o mercado evoluir.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Quando vence o contrato de naming rights do Morumbis?

O contrato com a Mondelēz vence em 31 de janeiro de 2027, deixando três meses para definições a partir de outubro de 2026.

Quanto o São Paulo recebe pelo naming rights do Morumbis?

O clube recebeu R$ 75 milhões totais no contrato atual, divididos em R$ 25 milhões por ano durante os três anos de vigência.

Quais empresas têm interesse no naming rights do Morumbis?

A Mondelēz está em negociações para renovação, enquanto a montadora chinesa BYD foi outra empresa que negociou, propondo 'MorumBYD', mas as conversas não avançaram. Outras marcas também estão sendo ouvidas, mas não foram identificadas publicamente.

Written by
Marina Calábria

Marina Calábria é especialista em mercado da bola, cobrindo negociações, valores de contrato e a movimentação de empresários envolvendo o Tricolor Paulista. Já cobriu janelas de transferência na Europa e no Brasil.