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Reta final: São Paulo revê rivais contra quem não venceu no primeiro turno

Em resumo

  • Com 43 pontos, São Paulo pode chegar a 61 com seis vitórias seguidas contra Bahia, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Remo e Athletico-PR.
  • Histórico assusta: contra esses seis rivais no primeiro turno, o Tricolor conquistou apenas 11,1% de aproveitamento (dois empates e quatro derrotas).
  • Fluminense está em quinto com 51 pontos, oito à frente do São Paulo, e representa a linha de corte para a Libertadores do Brasileirão.

A reta final do Brasileirão trará um cenário peculiar para o São Paulo. Nas próximas seis rodadas, o Tricolor reencontrará justamente os adversários contra os quais teve desempenho mais fraco no primeiro turno da temporada. Será preciso reverter esse histórico para manter vivo o sonho de conquistar uma vaga na próxima Libertadores.

O reencontro que pode definir a temporada

Os rivais que ficarão no caminho são Bahia, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Remo e Athletico-PR. Contra esse grupo, o time de Dorival Júnior teve um aproveitamento frustrante na primeira fase: apenas dois empates e quatro derrotas, resultando em apenas dois dos dezoito pontos possíveis. O índice de aproveitamento fica em apenas 11,1%, cifra que reflete um dos períodos mais turbulentos da temporada.

A crise que precedeu essa sequência

Essa sequência de resultados ruins ocorreu durante um momento de forte instabilidade interna do clube. Além dos confrontos contra esses seis adversários, a equipe passou por um jejum de dez rodadas sem vitórias. O São Paulo só encerrou esse jejum ao enfrentar o Bragantino, conquistando sua primeira vitória com Dorival à frente do time no Brasileirão.

As dificuldades financeiras e políticas que cercaram o clube durante grande parte da temporada afetaram diretamente o desempenho em campo, conforme reconheceu o próprio técnico ao avaliar o período.

Um retrospecto que divide os rivais em categorias

Entre os seis adversários, o grau de dificuldade varia em contextos distintos. Fluminense, Corinthians e Botafogo são clubes que historicamente competem por títulos e vagas internacionais, enquanto Bahia, Athletico-PR e Remo compõem um segundo grupo na hierarquia da competição. Independentemente da categoria ou da história recente, contra cada um o São Paulo precisa reverter o aproveitamento de apenas 11,1%.

O que Rafael disse na zona mista

Rafael, que se destacou na defesa do São Paulo contra o Mirassol na rodada 32, abordou o tema da reta final imediatamente após o jogo. “Eu tenho certeza de que cada jogo será uma final para todas as equipes. Todos estão buscando alguma coisa. A gente quer muito essa Libertadores, Pré-Libertadores, o que seja, queremos pontuar. São jogos que temos que encarar um a um”, declarou o goleiro.

Continuando, Rafael reforçou a importância de manter o foco nas próximas partidas: “Lá atrás, falávamos sempre do próximo jogo, porque é ele que vai nos dar uma vitória e uma projeção para buscar coisas maiores no campeonato”.

Internamente, o elenco trata cada confronto dos próximos compromissos como uma decisão única. O discurso mantido é buscar uma vaga na competição continental, não apenas chegar a qualquer pontuação final.

A matemática da Libertadores

Com quarenta e três pontos acumulados, o São Paulo pode alcançar sessenta e um pontos no máximo se conquistar todas as seis vitórias restantes. Para isso, não pode tropeçar contra nenhum dos adversários que já o derrotou ou empatou no primeiro turno.

A distância até o Fluminense e a zona de classificação

O Fluminense, hoje colocado em quinto lugar, é o primeiro clube que garante a vaga direta para a Libertadores pelo Brasileirão. Seu total de pontos é cinquenta e um, deixando uma distância de oito pontos do Tricolor. O São Paulo é o nono colocado da competição.

Variáveis que podem alterar o número de vagas

O número de vagas disponibilizadas pelo Brasileirão para a Libertadores pode ser alterado pelos resultados das outras competições em paralelo. O Palmeiras, segundo colocado, está disputando a semifinal da Copa do Brasil e a decisão da Libertadores. Caso conquiste um título, o número de vagas distribuídas pelo Brasileirão aumentará. O Atlético-Minas Gerais, atualmente em sexto lugar, também segue na semifinal da Copa do Brasil e na final da Copa Sul-Americana, com o mesmo potencial de impacto na distribuição de vagas.

Defesas de Dorival e preparação para o Bahia

Dorival Júnior evita fazer projeções sobre seu futuro no clube, preferindo manter uma “blindagem” sobre as discussões internas. “Não deixo que as coisas se misturem”, afirmou após o empate com o Mirassol. Sua estratégia é focar integralmente na reta final da competição, deixando discussões administrativas para depois do encerramento da temporada.

Para o próximo confronto contra o Bahia, Iago, lateral-esquerdo, não poderá atuar por receber o terceiro cartão amarelo contra o Mirassol. Wendell será o substituto na posição. Tanto Calleri quanto Artur apresentam recuperação avançada e devem ficar à disposição da comissão técnica para o compromisso de quarta-feira.

No confronto anterior, Pedro Lima se destacou atuando pela lateral, conquistando a posição após brincadeira inicial sobre “dormir com a camisa” do São Paulo.

Fonte: ge > são paulo

Perguntas frequentes

Quais times o São Paulo enfrenta na reta final do Brasileirão?

Bahia, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Remo e Athletico-PR.

Qual foi o desempenho do São Paulo contra esses adversários no primeiro turno?

Apenas dois empates e quatro derrotas, com aproveitamento de 11,1% dos dezoito pontos possíveis.

Quantos pontos o São Paulo tem e quantos pode chegar?

Tem quarenta e três pontos e pode chegar a sessenta e um caso vença todas as seis partidas restantes.

Written by
Júlia Matarazzo

Júlia Matarazzo cobre a torcida e a cultura tricolor — organizadas, clássicos contra Corinthians, Palmeiras e Santos, e o que significa ser são-paulino dentro e fora do Morumbi.